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A morte de cada dia

Desagradável e um tanto sensacional é descrever o que nos mata um pouco a cada dia numa cidade difícil de se viver quando comparada a outras épocas em que os assaltos eram frutos dos "ladrões de galinha" e não se usavam de facas a granadas para roubar os pertences dos trabalhadores que necessitam utilizar o transporte público.

No poema de Mario Quintana "Da primeira vez que me assassinaram" podemos refletir um pouco a carioquice de outrora aos tempos atuais:


"Da primeira vez que me assassinaram

Perdi um jeito de sorrir que eu tinha
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha (...)"

O pior dos absurdos é que o sentimento da morte de cada dia tanto está na vítima quanto no culpado. Deve ser muito triste para a parte oculta a sensação do "não tenho nada a perder, portanto vou fazer" e saber que por mais errado que esteja, vale continuar com os delitos cotidianamente, até sabendo que nem preso vai ficar devido a uma legislação passiva e absurda que motiva o "laissez faire" da impunidade.


Na ponta o culpado, na outra a vítima e no meio a ordem pública que tenta e faz seu trabalho, mas não é correspondida pela própria lei que exige seu cumprimento mas de onde se interpreta seu descumprimento. O exaustivo "secar gelo" dos agentes municipais e policiais militares em prender os infratores de rua para depois os verem soltos, inclusive encarando as autoridades com deboche - "pode me prender, amanhã estarei aqui mesmo" -, transforma a prática em simples ações que não levam a nada.


Para a vítima, a sensação da perda frequente leva à descrença do Estado, ao qual contribui com suados impostos e a morte de cada dia e, de tão infeliz, ainda comemora com "vão os anéis, ficam os dedos". Porém, ledo engano, com a quantidade de facas (já que portar faca não é crime) vamos ter que esconder como nunca nossos... dedos, e ai de você que não tenha um celular ou dinheiro ou anel a dar na hora "H".


Não nos assassinam um pouco a cada dia apenas na área de segurança. Nos matam quando lemos as notícias de políticos e lobistas que roubam bilhões do erário e ficam presos em suas casas com toda mordomia. Assassinam aos poucos os trabalhadores que investiram seus fundos de garantia na maior empresa do Brasil e que hoje não vale praticamente nada devido à má gestão, às trapalhadas e às corrupções bilionárias de sua direção. No trânsito mal educado, nas escolas que não educam, nos mal educados fura filas, nos hospitais que não curam, no abandono das ruas hoje ocupadas por "sem tetos" e por tantos outros desleixos.


Quem te viu e quem te vê, cidade maravilhosa, onde as ruas eram iluminadas e tranquilas durante a noite para jantar fora e dar uma esticada à beira mar para ver o luar. Quando as crianças brincavam nas calçadas e as idosas voltavam das missas calmas e mais leves depois da comunhão sem a preocupação do "se vou chegar em casa, sem alguém me derrubar e roubar o meu colar".

"Aves da noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!"
Mario Quintana.



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