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Chega de violência!

Lamentável a notícia que um aluno de 15 anos agrediu com socos a diretora da escola onde estuda. Infelizmente, não é só a educação precária recebida em casa a atuante dessas violências. Temos que lamentar profundamente a mídia por incentivar a violência entre as pessoas.

A procura de lucros cada vez maiores, os shows de violência atuais, apenas vistos nos tempos bárbaros, são anunciados pelas emissoras sem a mínima preocupação sobre o resultado que darão sobre as mentes adolescentes que os assistem.

É necessários uma revisão sobre o que queremos de fato para nossa sociedade. Chega de barbárie! Vamos incentivar a intelectualidade. É mais do que comprovado que a violência não nos leva a lugar nenhum, muito pelo contrário, ela só destrói. Infelizmente a juventude só se dá conta disso quando seu mundo se desmorona por completo mostrando um futuro absolutamente vazio.

Será que a violenta ação e, principalmente, a demonstração da falta de arrependimento desse aluno é só culpa dele e de sua família? Quais os valores que estão sendo passados de fato para todos?

A intensa e periódica violência na TV tem levado a mudanças comportamentais, principalmente entre os adolescentes que já incorporaram essas atitudes como normais, cotidianas e até como forma de se destacarem no grupo de convivência. Essa mudança no comportamento social vem agredindo a sociedade em todas as camadas. A desculpa de que esses programas são interessantes para extravasar a violência contida no ser humano é balela para omitir a verdade que é apenas obter mais lucros com a venda de publicidade.

É grave esse fato. As crianças estão crescendo com essas atitudes e achando que isso é o normal. Agredir o outro se tornou cult para essa nova geração. Os pais não querem maiseducar, os filhos não querem mais aprender. Sobra para os educadores, que também já não sabem mais o que fazer perante a questão. As emissoras tem que se preocupar com os reflexos que causam na sociedade e serem mais responsáveis por seus conteúdos já que atualmente é o principal canal de formação de opinião.

A sociedade anda muito despreocupada com esses fatos. Não queremos intervenção e sim atenção, afinal o canal aberto é público e a opinião de pais e educadores devem ser priorizadas. Temos que pensar, dialogar e ouvir. Diga sim a inteligência, diga não a violência. A hora já passou há muito tempo.



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