Editora Posto Seis
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Entra ano, sai ano, entra governo e sai governo, percebemos que os pequenos reparos em nosso bairro não acontecem, ou acontecem de forma precária, enquanto grandes obras, principalmente as emergenciais, voltadas para grandes eventos, em que há dispensa de licitação – o que provavelmente favorece empreiteiros e fornecedores amigos –, são realizadas “a toque de caixa”, até mesmo de forma aviltante, por não terem sido debatidas com as comunidades. É interessante perceber que o calçamento desnivelado, esburacado e mal conservado, tantas vezes denunciado por essas páginas, continua da mesma forma. E não estamos falando das calçadas, que são responsabilidade dos condomínios, e sim dos espaços como orla, parques, entre outros logradouros públicos. Os banheiros nas praças, por mais que os usuários reclamem, continuam inexistindo, e os parcos encontrados não possuem condições de uso pela população. Por falar em praças, diversas precisam de manutenção nos brinquedos, bancos; enfim, no mobiliário. Em relação à segurança, o tempo de travessia de alguns sinais de trânsito é curto demais, principalmente para a população idosa; e a contínua falta de sincronização desses sinais, principalmente nas avenidas, agora adaptadas com o sistema BRS (outra imposição, já que as comunidades não debateram sobre o assunto), engarrafa ainda mais o caótico trânsito da cidade. E olha que ainda nem comentamos sobre os buracos e desníveis do asfalto, mesmo depois do tão alardeado “Asfalto Liso”. A questão da falta de sinalização também é outro problema que causa desordem e caos no trânsito. O traçado da futura linha 4 do metrô, ligando-a à linha 1 e passando por Ipanema e Leblon, também é uma afronta. Um sistema que não suporta mais o número de usuários receber uma carga ainda maior é um desrespeito com a população. Será que os políticos e administradores dessa cidade nunca andaram de metrô? Isso sem falar no fechamento e reconstrução da Estação General Osório, que levará, aproximadamente, dois anos e custará uma fortuna do erário. Queremos a linha 4 sim, mas de forma que venha a melhorar a logística da malha metroviária e não a piorar ainda mais. Urge a necessidade da responsabilidade política. Não aguentamos mais o uso de ONGs como forma de se apropriar do dinheiro público, o fisiologismo legislativo, entre tantas outras falcatruas denunciadas pelo verdadeiro guardião nacional: a imprensa. É fundamental o olhar atento dos órgãos públicos para as reivindicações da sociedade por um bairro melhor, mais harmonioso, pois a mentira continuada na publicidade só faz com que o povo desacredite cada dia mais nos políticos e os transforme em motivo de chacota. |
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