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Frescobol é declarado patrimônio imaterial da cidade

O frescobol, modalidade esportiva nascida em Copacabana e muito praticada no bairro, foi declarado patrimônio imaterial da cidade. A medida foi anunciada pelo prefeito Eduardo Paes no dia 9 de fevereiro, com base em estudos do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade que apontavam a prática como parte do estilo de vida dos cariocas.

Trata-se de uma modalidade carioca, que surgiu nas areias de Copacabana na década de 1940. O primeiro registro do jogo aconteceu entre 1945 e 1946, quando o morador do bairro Lian Pontes de Carvalho, inspirado em uma apresentação de oficiais franceses, espanhóis e ingleses de um "jogo de raquetes" na praia, desenvolveu estes objetos, que eram vendidos com auxílio dos salva-vidas entre as ruas Duvivier e Rodolfo Dantas. Na época, eram feitas de pedaços de madeira cortados nas serrarias da região. Com o passar do tempo, o verniz começou a ser utilizado para proteger o material do desgaste causado pela água.

Há quem defenda a versão de que, na década de 1950, o jogo ainda era realizado com raquetes de tênis e que por isso o também morador Caio Rubens Romero Lyra teria criado a outra versão do acessório, portanto seria o criador da modalidade. Assim, o muro da Praça Sarah Kubitschek destaca que o esporte surgiu naquele exato local, entre os postos 5 e 6, onde Lyra jogava. O painel, assinado por Millôr Fernandes, descreve a prática como "o único esporte com espírito esportivo, sem disputa formal, vencidos ou vencedores".

Do período em que a citação foi escrita até os dias atuais, houve mudanças nesse aspecto. Se, antes, as partidas eram disputadas apenas socialmente, hoje o panorama é mais sério. O frescobol deixou de ser praticado na beira do mar (devido à proibição da Prefeitura, que restringe à atividade aos horários antes das 8h e após às 17h) e foi transferido para espaços pré-determinados perto do calçadão, longe da concentração de banhistas e cercado com telas, evitando acidentes. Além disso, ele ganhou torneios próprios, como o Rei e Rainha do Frescobol (que acontece em julho, em Copacabana) e o Arnold Classic Brasil Frescobol Cup 2015 (em julho, na Barra da Tijuca) e passou a compôr outras competições, como os Jogos Cariocas de Verão (em março, também em Copacabana).

Em 2014, um projeto de lei da deputada Graça Pereira propôs que a data de 10 de julho seja definida como o Dia do Frescobol. Na época, Graça defendeu que, por ser um esporte de harmonia, ele é um grande incentivador das relações solidárias, já que o atleta explora os pontos fortes de seu parceiro, vencendo quem menos errar. Por isso, sua proposta destaca o cunho social do esporte. Essa foi a primeira tentativa de destacar o esporte, cuja valorização aconteceu recentemente.

O presidente da Associação Brasileira de Frescobol, Antônio Filho, comemora o reconhecimento da modalidade. "Recebemos essa notícia de bom grado. A associação trabalha por isso há cerca de dois anos, sempre buscando beneficiar o esporte. A cidade tem que se apropriar do que é dela. O frescobol tornou-se mais uma 'grife' carioca. Ele nasceu em Copacabana, no Posto 2", observa. A próxima meta é a criação de regras mundias para a prática e desenvolver o trabalho nas escolas. Recentemente, foi realizado um trabalho com a colônia de férias comunitária dos morros da Babilônia e do Chapéu Mangueira no qual o beach tênis e o frescobol foram usados na recreação.

O presidente da Associação de Frescobol de Copacabana - Bolívar, Luiz Carlos da Silva (mais conhecido como Luiz Negão), também vê beneficios na valorização da modalidade. "O frescobol estava quase que na clandestinidade, a gente corria para não perder a raquete", lembra. Ele opina que, na abertura da Olimpíada, que vai acontecer em 2016 no Rio, poderia acontecer uma apresentação do esporte, já que ele nasceu na cidade e, para ele, representa a região. "O frescobol é tão democrático quanto a praia. Todo mundo joga, desde o peão de obra até o procurador da república", aponta. Em março, Negão participa do campeonato mundial que acontece no México. Devido ao tombamento, ele obteve patrocínio para a viagem e ajuda com a alimentação durante ela.

Apesar do benefício, essa não é a realidade da maioria dos jogadores ainda. É o que conta o atleta André Preto, que destaca a dificuldade em conseguir esse tipo de ajuda. "Quando acontece, um dá meia dúzia de bananas ou R$100", observa. Para ele, o frescobol ainda é muito marginalizado: "é um esporte que oficialmente nem pode ser chamado assim por não ter federação". Para a praticante Lúcia Helena da Silva, essa situação tende a melhorar com o novo título da modalidade. "Cada vez mais ela vem crescendo e atraindo mais adeptos. Ela é praticada por pessoas de todas as idades", ressalta, reforçando o aspecto democrático destacado por Luiz Negão.

Além do frescobol, outros bens foram declarados como patrimônios imateriais da cidade na mesma ocasião. São eles: a bossa nova, as escolas de samba, os blocos carnavalescos Cordão da Bola Preta e Cacique de Ramos, a obra literária de Machado de Assis, o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, os vendedores de mate e biscoitos de polvilho nas praias, as festas de Iemanjá, as marchinhas do carnaval, a Bênção dos Barbadinhos, a procissão de São Sebastião e diversos bares da cidade.



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