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 Problemas de segurança
preocupam em Copacabana

Os problemas referentes à segurança tornaram-se um dos principais motivos de preocupação por parte de quem vive em Copacabana. Assaltos nas ruas cada vez são mais relatados pela população, principalmente nas redes sociais, contribuindo para a sensação de que a situação está fora de controle. Números divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) que houve um considerável aumento na quantidade de ocorrências registradas e, para driblar esse problema, ações alternativas têm sendo adotadas para tentar chamar a atenção para o caso.

Até o fechamento dessa edição, os dados referentes a setembro ainda não haviam sido divulgado na página do ISP - os de outubro sairão em novembro. Por isso, a análise, que considerou os índices referentes a um ano, se restringiu ao período entre agosto de 2015 e 2016. Do mês inicial até janeiro deste ano, a 12º DP registrou um aumento gradativo no total de ocorrências feitas, saltando de 769 para 1.545. A partir de então, elas foram caindo até julho, quando foram registradas 801. Em agosto de 2016, esse número subiu para 1463, 190,25% mais que no mesmo período do ano passado. Na 13ª, os índices se comportaram de maneira semelhante: subiram entre agosto de 2015 e fevereiro de 2016, quando houve 663 ocorrências, e a partir de então, esse número manteve-se estável, voltando a subir também em agosto quando passou para 573, 157% a mais que o último mês de agosto, quando foram registradas 365.

Para o comandante do 19º BPM, Ten. Cel. Murilo Angelloti, a Olimpíada pode ter impulsionado esse crescimento. "É difícil explicá-lo porque havia mais viaturas nas ruas, mas também mais pessoas. Os turistas não sabiam se precaver e saíram com cordões no pescoço", exemplifica. Os casos de roubos e furtos são as principais ocorrências na área atendida pelo batalhão. Juntos, totalizaram, no último ano avaliado, 54,22% das ocorrências registradas. "O maior problema hoje é esse. Em outros batalhões, a preocupação com roubo de veículos é grande, mas aqui nossa meta é zero porque é raro acontecer algum", observa. Recentemente, dois casos no Leme viraram notícia, o que, segundo Angelloti, foram situações isoladas: "O Leme é um bairro tranquilo e pequeno. Esses dois foram esporádicos e feitos por gente de fora. Em setembro, foram os únicos em toda nossa área", observou, citando que ambos ocorreram nos últimos dois dias do mês.

Muitos dos roubos e furtos são realizados por menores, o que, para o comandante, evidencia a necessidade de alterar a legislação vigente a fim de obter resultados eficazes. "Os menores não estão preocupados em ser presos porque sabem que não dá em nada. Muita coisa tem que mudar, principalmente no que diz respeito a punição. Muitos desses menores são maiores que eu e tem vivência muito grande. Eles são usados desde pequenos por bandidos e sabem seus direitos", relata. Ele menciona ter recebido um vídeo no Whatsapp onde alguns são questionados sobre perguntas simples como "quem descobriu o Brasil?" e não sabem responder, mas, em seguida, citam todos os artigos referentes às leis que os atingem.

Apesar de a Operação Verão ter sido adiantada (ela teve início no fim de setembro), em meados de outubro Angelloti ainda tentava uma reunião com representantes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social a fim de firmar uma parceria na atuação nas ruas. "A polícia recolhe, mas eles voltam. A gente não pode conduzir para a delegacia sem flagrante", aponta, citando ainda que as abordagens são rotineiras. Ele informa que, quando algum objeto suspeito é encontrado, os policiais fazem levantamento e procuram saber, nas delegacias, se há alguma vítima declarando ter sido subtraída - no entanto, como muitas pessoas não registram as ocorrências, muitas vezes ninguém é encontrado.

O tema foi discutido na reunião mensal do Conselho Comunitário de Segurança Pública, realizada em 18 de outubro. Nela, o presidente Horácio Magalhães opinou que a Operação Verão deve ser revista, já que a atuação dos infratores não é mais restrita aos fins de semana. "No que tange o 19º BPM e as delegacias, sinto empenho para lidar com essa questão, mas é necessário que outros órgãos apoiem", comenta. Ele lembrou que a deputada estadual Marta Rocha (PDT), presidente da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Alerj, convocou duas audiências públicas sobre o assunto e que uma terceira fora solicitada, mas ela não aconteceu ainda devido ao período eleitoral (a maior parte dos membros da comissão se candidatou a algum cargo) e depois, por causa das mudanças na Secretaria de Estado de Segurança Pública - era necessário, primeiro, definir quem assumiria determinados cargos como o de secretário, de comandante-geral da Polícia Militar ou de chefe da Polícia Civil, para depois fazer o convite.

Um dos moradores presentes perguntou sobre a possibilidade da criação de um "Copacabana Presente", nos mesmos moldes de programas como "Lagoa Presente", "Aterro Presente" e "Centro Presente", que vigiam as regiões em questão. Magalhães destacou que o projeto foi levado para a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, responsável por definir os endereços englobados pela proposta em parceria com a Prefeitura e a Fecomercio. No entanto, ele ressaltou que falta planejamento junto da Polícia Militar, uma vez que é comum encontrar viaturas da corporação ao lado das do programa. A delegada titular da 13ª DP, Patrícia Aguiar, destacou que hoje praticamente todos os residentes de Copacabana têm celulares e por isso pediu que, quando possível, as pessoas tentem registrar imagens das ações, com cautela, e levar nas delegacias para que os envolvidos sejam identificados. Além disso, pediu também que a população entre em contato no caso de suspeita de alguma ocorrência. "A Polícia Civil atua na repressão, depois que o crime acontece. A Polícia Militar é quem age antes. Por isso, é importante avisar antes, quando conseguirem", sugeriu. Mais tarde, na mesma reunião, Magalhães exemplificou destacando que, caso alguém perceba um veículo suspeito parado no mesmo lugar com alguém dentro durante 40 minutos, para procurar a polícia porque talvez não haja risco nenhum, mas talvez aquele contato evite um assalto.

Em relação aos arrastões, o P3 da 3º seção do 19º BPM, capitão Michel Gaui, ressaltou que o problema começa a partir das 15h e que antes os arrastões antes começavam no Arpoador, onde parte dos autores frequentam a praia, e seguiam por Ipanema até chegar no Leblon, onde ficava o ponto final da linha 474. Para ele, a mudança para Copacabana atrapalhou a estratégia adotada pelo batalhão no horário do retorno dos grupos: "Na ida, eles querem ir à praia. Na volta, começa a algazarra", explica. Ele menciona que o primeiro ponto da referida linha é em frente a 13ª DP, o que faz com que os grupos se desloquem mais até embarcar, passando muitas vezes pelas ruas Rainha Elizabeth e Conselheiro Lafayette.

"Às vezes, passa um grupo de 20 deles pela Av. N. Sª de Copacabana e não podemos levar para a delegacia (esse encaminhamento só pode ocorrer em casos de flagrante). Não podemos também colocar um policial em cada esquina porque não há efetivo para isso. Cada vez mais nos dizem o que não podemos fazer, mas não o que devemos fazer. O juiz fala que tem que responsabilizar o policial que conduzi-los sem infundada suspeita, mas eles não roubam onde tem polícia. Quando são pegos, não ficam presos. Me arrisco a dizer que todos os da 'gangue da bicicleta' já foram presos, mas na audiência de custódia, o juiz libera por ser um crime de baixa periculosidade. No início do ano, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social nos ajudava, mas ela não está mais atuando com a polícia. Os menores eram colocados em vans e mandados para o conselho tutelar. A Polícia Militar só atua porque todos os órgãos falham", desabafa. Gaui também surpreendeu os presentes ao mencionar que Copacabana e Leme têm os menores índices de violência da cidade. "Isso realmente assusta, mas Leblon e Botafogo estão piores".

A necessidade de registrar as ocorrências voltou a ser evidenciada. Horácio lembrou que muitas pessoas pensam que essa ação não produz resultados, afinal, caso um cordão seja roubado, dificilmente ele será recuperado, mas, com elas, os autores, se identificados, podem ficar presos por mais tempo, além de terem menos chances de receberem benefícios, afinal, chegariam na audiência da custódia com mais casos atribuídos a eles. "Muitos deles saem da custódia junto com o policial e vão direto roubar de novo.". Em resposta a um presente que comentou que muitas pessoas se queixam no grupo "Copacabana Alerta", que funciona no Facebook, Gaui destacou não ser o meio oficial de contatar as autoridades. "As pessoas postam lá, mas não ligam para a sala de operações", assinalou. No entanto, garantiu olhar o que é escrito na rede social e que tenta conversar individualmente com todos que dizem ser vítimas, mas que nem todos os casos são verídicos.

Ainda na reunião, o presidente do grupo Viva Copacabana, Tony Teixeira, opinou que, devido às leis consideradas por ele brandas, a polícia faz papel de palhaço prendendo ladrões que são soltos imediatamente. Para ele, a solução do problema está na bancada federal. "O brasileiro está mais preocupado com segurança que com educação. As pessoas não sabem se vão sair de casa e conseguir voltar", observou, antes de pedir que as Forças Armadas ajudasse no combate à criminalidade, já que, segundo ele, a Polícia Civil e a Polícia Militar não conseguiriam resolver o problema. Como resposta, Horácio lembrou os arrastões acontecem majoritariamente em determinados horários e que, colocando viaturas para vigiar os lugares mais críticos, outras áreas ficam descobertas. Opinou que o que é necessário é cobrar a aplicação das leis e que muitas vezes os órgãos não tem estrutura para atuar, deixando lacunas. "A Polícia Militar agora tem que fazer manutenção de suas viaturas, mas não tem dinheiro. A Polícia Civil está mandando os registros das ocorrências por e-mail porque não tem papel nem tôner para imprimir. Não adianta ter lei de primeiro mundo em um país de terceiro. O Estatuto da Criança e do Adolescente foi copiado até em outros países, mas aqui virou empecilho", indicou. A próxima reunião será no dia 22 de novembro (normalmente, ela é realizada na terceira terça-feira de cada mês, mas, neste foi transferida para a quarta excepcionalmente por causa do feriado da Proclamação da República), às 18h no auditório do 19º BPM.

No dia 23 de outubro, Teixeira distribuiu 400 apitos para a população com a intenção de auxiliar na prevenção à violência do bairro. Segundo ele, esta seria uma alternativa de defesa e funcionaria como forma de chamar a atenção de todos quando um assalto ocorresse ou grupo suspeito estivesse a vista. Esta medida já foi tomada em outros lugares como Nova Iorque e Acre, inclusive estimulada pela própria Polícia Militar.

Para o idealizador da proposta em Copacabana, o apito é uma arma psicológica eficaz: "A medida é preventiva. Quem ver algo, mesmo que de longe, já alerta todo mundo e assim estraga a estratégia do sujeito que está mal intencionado. O bandido sempre quer pegar a vítima distraída e o apito serve para inibi-lo, pois tem um alcance sonoro muito grande". O presidente da associação diz ainda que este projeto vai além: "Ele serve para mostrar que a população está pedindo ajuda. As leis do país têm que ser mudadas. É um problema macro." declara.

Sua ação, realizada na área de lazer da Avenida Atlântica, atraiu muitos curiosos que se surpreenderam positivamente com o projeto. "Achei uma boa iniciativa e pode funcionar se as pessoas se habituarem a usar, pois muitos bandidos daqui já são até conhecidos", ressaltou um dos adeptos, Alberto Paskin, que passava pelo local. Outra moradora que aderiu à ideia foi Maria Gomes; "Estamos abandonados. O cidadão é que vai fazer um pelo outro. São essas atitudes que nos dão esperança". Já a também moradora Claudia Teixeira afirmou que já tinha tido essa ideia antes: "Está insuportável morar em Copacabana. Eu ando com meu apito há algum tempo, é uma possível solução para tentarmos amenizar essa situação porque do jeito que está, não dá para ficar" concluiu. Outra edição está programada 27 de novembro, também na Avenida Atlântica, das 9h às 12h, em frente a Rua Figueiredo Magalhães.

Antes dela, no entanto, outra ação deve atrair olhares para o problema. No dia 13, está marcada a passeata "Queremos Paz Em Copacabana", promovida pelo grupo Copacabana Alerta (www.facebook.com/groups/copacabanaalerta), que reúne mais de 24 mil pessoas na internet. Até o fechamento dessa edição, já havia centenas de pessoas confirmadas no evento. A manifestação, marcada para as 11h, será concentrada uma hora antes no Posto 6 da Avenida Atlântica. A participação de todos é gratuita.



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