Muro da Praça Sarah Kubitschek é demolido após décadas de pedidos de moradores
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O dia 28 de abril marca uma conquista para moradores e frequentadores do entorno da Praça Sarah Kubitschek: o polêmico muro finalmente foi demolido. A estrutura causou transtornos durante 30 anos, levando a incontáveis pedidos de derrubada. Problemas relacionados à segurança, à falta de visibilidade e ao uso inadequado por mal feitores e população em situação de rua foram recorrentes, inclusive em reportagens do Jornal Posto Seis, que acompanha a cobrança pela derrubada desde 1998.
A intervenção faz parte de um projeto mais amplo de revitalização conduzido pela Secretaria Municipal de Conservação, que prevê a requalificação completa da área. A proposta inclui urbanismo novo, com mobiliário projetado para as necessidades do local. Além disso, a praça ganhará parquinho infantil, parcão para cães, academia da terceira idade e outros equipamentos de ginástica, que ocuparão o espaço arborizado já existente. As árvores são os únicos elementos preservados do projeto da década de 1990: todo o restante foi colocado abaixo para dar lugar à nova configuração

Nem mesmo o painel que enfeitava o muro foi mantidi. A obra, que homenageia o frescobol, esporte criado na Praia de Copacabana, será reproduzida ali perto. É prevista a nova instalação no muro da Escola Municipal Dr. Cócio Barcellos, a cerca de 500 metros da praça. Antes mesmo da colocação do adorno, a estrutura já acumulava críticas.
Em 1993, a praça era descrita em reportagens como um local onde ladrões escondiam produtos roubados. Foi discutido o gradeamento, que resultou na construção do muro, em 1996. Pouco tempo depois, o Jornal Posto Seis passou a acompanhar as queixas: a primeira reportagem foi publicada em 1998, quando moradores e frequentadores já alertavam que a estrutura comprometeria a visibilidade e aumentaria a sensação de insegurança. Havia, inclusive, o temor de que o espaço servisse de abrigo para população em situação de rua, o que se confirmou ao longo dos anos.

Posteriormente, reportagens recorrentes registraram que o interior da área passou a ser usado como banheiro, gerando mau cheiro frequente percebido até da rua. O espaço também se tornou ponto de atos ilícitos durante a noite, quando o portão era trancado e a Guarda Municipal deixava de fiscalizar a parte interna, que continuava sendo acessada indevidamente - houve incontáveis casos de cadeados quebrados, ou de pessoas escalando a grade.
A derrubada do muro é resultado de anos de mobilização popular, com abaixo-assinados que reuniram milhares de apoios, além de pedidos encaminhados à Prefeitura e ao Ministério Público. A expectativa agora é que, com a reabertura e a revitalização, a praça volte a ser ocupada pelos moradores e recupere seu papel como espaço de convivência no bairro.



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