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MIS se aproxima da abertura e finalmente ganha forma em Copacabana

  • há 17 minutos
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O Museu de Imagem e Som, que deveria ter sido inaugurado em 2012, está cada vez mais perto de começar a funcionar. A abertura parcial chegou a ser anunciada para o fim de março, mas, mais uma vez, adiada. Ainda que a nova data não tenha sido informada até o fechamento dessa edição, a equipe do Jornal Posto Seis teve a oportunidade de visitar a parte da nova instituição que já está pronta.


Com a retirada dos tapumes que ocupavam grande parte da calçada da Avenida Atlântica naquele trecho, o grande hall tornou-se visível, pela primeira vez, a quem passa na rua. Por dentro, chama a atenção pela amplitude: com as paredes voltadas para a orla inteiramente de vidros, o local funciona como uma continuidade da calçada. A escada externa, segundo informado na visita, foi projetada também com essa finalidade: a ideia é que os visitantes a sintam como um complemento do passeio, estimulando a curiosidade do público.



A exposição inaugural, “Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som”, ocupa o mezanino e apresenta características do prédio, que traz uma particularidade: o contraste entre espaços escuros e claros. Ambientes voltados à exposição de conteúdos audiovisuais são controlados, introspectivos e em penumbra, com cobogós direcionando a atenção do público para partes destacadas da paisagem. Já as áreas públicas, como hall, café, restaurante e terraço, são abertas, iluminadas e conectadas à paisagem.



A mostra apresenta também o que o público poderá conferir no novo prédio, como o Salão do Humor Carioca, exaltando um dos aspectos mais marcantes do povo carioca. Outra experiência, Rio 40 Graus, revela a rebeldia, a contestação e o espírito inquieto presentes no dia a dia da população. Já o espaço “Salve o carnaval” traz uma experiência multimídia na qual o público se sentirá imerso na festa, com imagens do Sambódromo, dos ranchos, dos blocos e dos bailes.


Mais acima, a instalação “A Banda” traz instrumentos “flutuantes” no texto. Apesar de o acervo do MIS contar com peças originais, como o saxofone de Pixinguinha, muitos não serão levados para a sede do museu em Copacabana para serem preservados dos efeitos da maresia – eles seguirão na unidade da Lapa. Na sequência, a “Sala Almirante” apresenta não apenas o homem que dá nome ao ambiente, e que foi o fundador do acervo do museu, como mostra a história do samba e uma seleção de intérpretes do choro. Outro homenageado é o maestro Heitor Villa-Lobos, exaltado em “Meu Coração”. Ali, a bossa nova também é homenageada. Apontada como embaixadora da instituição, Carmen Miranda ganha um espaço só seu em outro andar. O acervo do museu que leva seu nome, atualmente no Flamengo, será inteiramente levado para o prédio de Copacabana. Fotos, vestimentas e acessórios compõem a coleção, que conta ainda com mais de 300 gravações realizadas por ela e algumas de suas cenas nos filmes de Hollywood.



A visita continua pelos registros fotográficos de Augusto Malta (1864 – 1957) e Guilherme Santos (1871 - 1966), que retratam as transformações urbanísticas do Rio nos séculos XIX e XX. Passagens como o reflorestamento da Floresta da Tijuca, a construção do Cristo, o desmonte do Morro do Castelo e a construção do Aterro estão imortalizadas nas imagens, que antecedem outra experiência do museu. Em “Rio no Cinema”, as produções que trazem a cidade como cenário, ou personagem, ganham espaço, mas é no terraço onde os filmes tornam-se uma nova experiência com um enorme cinema ao ar livre. No subsolo, outras atividades também prometem trazer outras formas de lazer a Copacabana. No cineteatro, com 281 lugares, são esperados espetáculos teatrais e musicais, exibição de filmes e realização de palestras. No mesmo andar, há uma boate que, durante o dia, faz parte do percurso expositivo do museu e, à noite, se transforma em um clube de música.


A exposição temporária traz também o histórico do prédio, como os demais concorrentes no concurso. Os visitantes são convidados a palpitar sobre qual daqueles projetos teria mais a cara de Copacabana. A interatividade está presente também em jogos que permitem ao público descobrir imagens por meio de cobogós; criarem sua própria extensão do calçadão; desenharem como seria, segundo sua imaginação, a fachada do MIS em outros endereços; montarem um quebra-cabeça tipo racha-cuca recriando uma arte que faz referência ao desenho da orla assinado por Burle Marx; e outras atividades.


Apesar de não haver, até o fechamento dessa edição, a confirmação da data da inauguração, a corrida comemorativa da inauguração do museu foi realizada no domingo, 29. Milhares de corredores participaram da “MIS a MIS”, que partiu da sede original da instituição, na Praça XV, e chegou no novo endereço, apresentando-o externamente aos atletas.

 
 
 

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