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Marcos Oliveira estrela comédia no Teatro Brigitte Blair


(Foto: Fabrine Reis)

Marcos Oliveira está de volta aos palcos com a comédia “Estrelas no Kitchenette”, em cartaz no Teatro Brigitte Blair até 4 de junho. Ambientada na década de 1980, a peça revive a rivalidade entre estrelas do rádio, tendo como cenário um apartamento em Copacabana.


No espetáculo, Oliveira interpreta Aristeu, que vive com seu amante Rodney, O casal está de mudança e enquanto aguarda possíveis inquilinos, recebe a ajuda do presidente do fã clube da cantora Elvira Martins, uma das maiores estrelas da era do ouro da Rádio Nacional. Nesse cenário, ocorre uma briga entre os proprietários e Aristeu, sozinho, recebe uma interessada em alugar o imóvel: Marisa Madey, a grande rival de Elvira no passado.


“É um deboche, uma risada geral… Não há tristeza que aguente uma comédia. É algo espiritual, leva à alegria. Nela, a dor quase não existe. A gente ri da situação precária dos seres humanos. Estamos na maior dificuldade, mas estamos na luta, sobrevivendo, tentando fazer o melhor”, comenta o ator, que, nos últimos anos, virou notícia por dificuldades vividas.


“Estou há três anos parado. Entrei em um processo cirúrgico, estou de colostomia, mas tenho que trabalhar, não tenho como ficar parado esperando as coisas. Fora isso, sofri um golpe, O importante é o trabalho. Tudo para mim está sendo maravilhoso, estou ressurgindo das cinzas. Quero voltar a trabalhar, não dá só para viver de ajuda das pessoas. Não acho digno isso. Tenho capacidade ainda, tenho condição. Vou lutando, fazendo o trabalho e é maravilhoso fazer espetáculo com os outros atores, é uma produção gostosa”.


A retomada abriu mais portas a Oliveira, que comemora os convites recebidos. “Tenho uma proposta de cinema em São Paulo e outras coisas também, mas agora, minha dedicação é total à peça”. Devido ao pouco tempo que teve para se preparar, o elenco não teve contato com fã clubes que viveram alguma rivalidade semelhante à apresentada em cena. “Estamos muito no texto. Ficamos um mês trabalhando, estudando em casa, fazendo tudo. Não dá para ficar muito nas ideias. Ainda bem que estava tudo mais ou menos definido”


Para o artista, seu personagem é representativo da época em que a peça se passa. “Era o começo da década. Tudo era meio restrito (para os gays). Eram pessoas fechadas em seu grupo na sociedade. Havia isso de não poder ser quem era de maneira totalmente liberada. Havia momentos de reclusão em que podia ser você, mas na rua e no trabalho, era bem difícil. As coisas eram reprimidas”, comenta o eterno intérprete do Beiçola, personagem que interpretou durante 13 anos em “A Grande Família”: “Acho normal essa associação. Posso fazer o Rei Lear e vão falar ‘olha lá o Beiçola fazendo Shakespeare’. Foram muitos anos, mas a vida continua. Tenho que assumir essa coisa do Beiçola e ir pra frente, fazendo outras coisas. É uma forma carinhosa de as pessoas me reconhecerem”, conclui.


Serviço: Estrelas no Kitchenette | Temporada até dia 4 de junho | Apresentações aos sábados, às 20h30m e aos domingos, às 19h30m || Teatro Brigitte Blair (Rua Miguel Lemos 51H – Copacabana) | Ingressos: R$70 (inteira) e R$35 (meia entrada) | Vendas: Sympla | Classificação indicativa: 14 anos | Duração: 70 minutos

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