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Luthier fabrica instrumentos musicais em Copacabana


(Foto: Divulgação)

Em uma loja em Copacabana, o luthier Rodrigo Gil desempenha um trabalho que, para muitos, ficou no passado: a fabricação de instrumentos musicais ainda seguindo técnicas artesanais. Atualmente produzindo guitarra, violão e baixo, o profissional fabrica todos eles personalizados, atendendo todas as necessidades dos clientes, mesclando métodos tradicionais com processos maquinados.


“Iniciei muito por acaso”, comenta, mencionando vir de uma família sem nenhum talento musical. “Comecei a tocar com dez anos e lá pelos 14 ou 15, peguei minha primeira guitarra e não curti muito”. Ao procurar alguém para mexer no instrumento, encontrou o luthier Fernando Bernardo na Tijuca e descobriu que ele também ensinava a construir. “Na semana seguinte, iniciei as aulas e desde que comecei o contato com a madeira, foi uma paixão”,


“Me matriculei no curso muito novo, aos 16 anos, em 2009. Aos 18, já havia construído violão. Dali para frente, fiz outros cinco sozinhos até 2014. Não foram muitos e apenas no quinto ficou bom”. A partir de então, Gil passou a trabalhar na área, fazendo manunteção e restauro. “Nunca parei, nem durante a faculdade”, conta, mencionando ter se formado em Desenho Industrial, mas nunca ter largado a luteria. “Pretendo começar a fazer cavaco, viola e cavaco caipira”.


No geral, cada peça demora entre seis e oito meses para ser entregue. “Se eu fizer de forma corrida, 100% focado, consigo terminar entre oito e dez semanas, mas levo em consideração o prazo de espera dos fornecedores”, justifica: “Vou na madeireira, seleciono só o material que precisa, escolho tudo primeira… As diferenças para um produzido em larga escala são bem grandes. Tudo, desde a concepção do projeto, é desenvolvido para atender as especificações do cliente, o que os de fábrica nem sempre atendem, já que não dá para mudar muito. Dificilmente você vai ver alguém que encomendou um usando qualidade ruim. Cada instrumento é um CPF, um filho no mundo. Tem que cuidar bem”


Apesar do advento da tecnologia, Gil enxerga possibilidade de crescimento da oferta de luthiers. “Em Copacabana, havia o Antônio Pedro, mas faleceu recentemente. Pelo que sei, por aqui não há outro. No Catete, há o Cotia; em Botafogo, mais um. Há também o Marcão na Zona Sul, mas não sei exatamente onde ele está; e um em Ipanema que mexe com violinos. É um mercado com pouca gente trabalhando, mas que está crescendo. Muita gente boa nova está chegando. Acredito que irá se ampliar”.


O ateliê de Gil fica na Av. N. Sª de Copacabana, 1.133 loja 111.

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