Jornal Posto Seis 25 anos: esportes de praia sempre foram valorizados em reportagens


Treino do clube de canoa havaiana Copa Va'a
Treino do clube de canoa havaiana Copa Va'a

O Jornal Posto Seis frequentemente dedicou suas páginas à divulgação de atividades variadas praticadas nas areias e no mar. O sucesso foi tão grande que, em 2011, o Jornal Esportes de Praia foi lançado como complemento, evidenciando o destaque a essas reportagens.


A natação em águas abertas é pauta desde 2001, quando a primeira edição da Travessia dos Fortes atraiu 700 atletas a Copacabana - nessa época, sequer fazia parte dos jogos olímpicos, conforme ocorre nos dias atuais. Nesses 20 anos, outras competições viraram assunto rotineiramente, assim como os clubes que estimulam esse esporte nas praias. A mais recente foi em 2020, quando a reportagem apontou o impacto dessa modalidade na vida do público acima dos 50 anos, faixa etária que correspondeu a 32% dos participantes do Rei e Rainha do Mar, outro torneio frequentemente noticiado nas páginas do jornal.


O vôlei de praia é outro tema recorrente, mas na maior parte das menções, os grandes circuitos deram lugar aos campeonatos locais, com atletas amadores de Copacabana. Torneios como o de comemoração dos 53 anos de fundação da rede Roberto Tílio, em 2002; e o de celebração de 60 anos da Rede Góes, em 2011; e o 35º da Rede Maranhão, que celebrou os 450 anos da cidade de Manaus, em 2019, foram alguns dos que receberam espaço. Em outros momentos, o Jornal Posto Seis também apoiou a trajetória do jogador “copacabanense” Oscar Brandão, que participou dos Jogos Pan-Americanos, em 2019, e ganhou um enorme número de medalhas em campeonatos diversos. As atletas Amanda Maltez e Natasha Borges, então integrantes da Equipe Rejane, também receberam ênfase quando a dupla foi convocada para o Junior World Championship, o campeonato mundial para menores de 21 anos, que naquele ano aconteceu em Londres.


Outros grupos locais acompanhados pelo Jornal Posto Seis são os de futebol de praia. Em 2001, os detalhes do Campeonato da Liga de Futebol de Praia foram noticiados, mas o destaque não parou por aí. Mais tarde, em 2014, foi a vez do núcleo feminino de beach soccer do Botafogo, único clube que, naquela altura, remunerava as atletas dessa modalidade, ganhar espaço. No mesmo ano, foram anunciadas as inscrições para as novas turmas de handebol de areia do grêmio Sérgio Guimarães, cujos participantes, menores de idade, receberiam bolsas integrais na escolinha, desde que estudassem regularmente. A mesma pegada social é adotada pelo Instituto da Inclusão, tema de reportagem publicada recentemente, em 2021, e que ensina modalidades como surf e natação a jovens entre 10 e 16 anos que estejam em dia com suas responsabilidades escolares.


Ainda em 2014, a “Copa em Copa RC 4x4 Master Society de Seleções de Areia - Taça Brasil, Rumo ao Hexa-2014”, de futebol society, representou as seleções do Brasil, da Itália, da Alemanha e da Holanda nas areias de Copacabana. Jogadores consagrados, como Magal, Junior Negão, Benjamin, Gilmar “Popoca” e Junior Brasília foram alguns dos que disputaram a prova, realizada simultaneamente à Copa do Mundo.


Em relação a outras atividades, o Jornal Posto Seis foi pioneiro ao noticiar suas chegadas a Copacabana. Foi o que aconteceu com o beach tennis, ressaltado em 2008, antes de sua popularização. Na época, apenas um espaço era destinado à prática em todo o bairro e o desconhecimento coletivo era tanto que foi necessário explicar a modalidade, apresentada como uma mistura de frescobol, tênis e vôlei. O mesmo ocorreu com o stand up paddle (SUP), apresentado, na época, como “surf a remo”, quando ninguém imaginava que, anos depois, os praticantes passariam a integrar a paisagem do Posto 6. As possibilidades dessa modalidade para a terceira idade também foram exploradas desde o começo, quando foi noticiada a abertura de turmas exclusivas para essa faixa etária, mas foi mais tarde, em 2012, que essa questão ganhou ênfase, acompanhando a vivência de suas remadoras acima dos 65 anos. Já o Yoga SUP, que misturava as duas formas de exercício, foi apresentada em 2014 e era apontado como uma tendência para o verão daquele ano.


Outra atividade atualmente muito praticada no Posto 6, a canoagem também recebeu destaque no Jornal Posto Seis antes de se popularizar. Em 2009, quando ainda não havia nenhuma equipe ensinando a modalidade em Copacabana, a praia foi palco do 1º Circuito das Ilhas Cariocas de Canoa Havaiana, no qual os competidores largavam daquele cantinho, iam para o Leme, circulavam as Cagarras e remavam em direção ao Leblon, voltando, de lá, ao ponto de partida. A tradição taitiana foi bastante explicada em 2018, quando a equipe de reportagem acompanhou o batismo de uma canoa. No ano seguinte, outra menção foi feita, agora acompanhando a rotina de uma manhã de remada.


O Jornal Posto Seis também sempre exaltou o frescobol, esporte nascido em Copacabana. Sua trajetória foi narrada em diversas ocasiões. Se, em reportagens passadas, o espaço na frente da Rua Francisco Sá recebia destaque, nas mais recentes, foram as quadras da altura da Rua Bolívar que foram ressaltadas, sempre valorizando o caráter amigável da modalidade, que, sem competições, sempre termina com todos vitoriosos. Quando foi declarado patrimônio imaterial da cidade, também foi destacado e teve sua história revisitada, assim como o desprestígio: vários atletas apontavam a dificuldade em obter patrocínios para eventos ou mesmo a falta de reconhecimento como esporte. Igualmente sem contabilizar pontuação, a peteca também foi tema de reportagem, que acompanhou um evento promovido pela Academia de Peteca de Ipanema em homenagem ao esporte cujas origens remetem aos índios e que chegou às areias há mais de um século. Assim como o frescobol, não há campeonatos oficiais, o que não desanimava os praticantes.


Ampliando ainda mais o leque de reportagens, o Jornal Posto Seis também deu visibilidade a esportes ainda menos conhecidos, como o rugby carioca, o boxe de praia, o tchoukball e o hockey de praia, mostrando que não há limites no que diz respeito à ocupação saudável da praia.