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Filme "Ana" estreia no Festival do Rio trazendo história realista sobre a força feminina


Priscila Lima em cena de "Ana"

O filme “Ana” faz sua estreia no Festival do Rio durante a “Mostra Competitiva de Longa Metragens da Première Brasil”, que acontece dia 12 de outubro. Filmado em 2019, o longa é protagonizado por Priscila Lima e exalta a força da mulher ao mesmo tempo que aborda temas de afeto e descobertas.


A personagem-título é uma jovem mulher residente na Pavuna que enfrenta inúmeros desafios. Sobretudo após a perda de sua mãe, Ana se vê imersa na responsabilidade de prover para si e para seu irmão, desempenhando uma série de trabalhos na zona sul do Rio de Janeiro. Todos os dias, ela cruza a cidade, atuando como passeadora de cachorros e distribuidora de panfletos, fazendo o que está ao seu alcance para quitar as contas ao final de cada mês.


“É um grande trabalho do (diretor Marcus) Faustini. Quando a gente estava conversando, ele falou que era um filme de construir uma personagem real. A Ana tem uma peculiaridade: me lembra muito pessoas da minha família, minha mãe, pessoas batalhadoras da periferia do Rio que sempre me inspiraram e me ajudaram a construir”, aponta, citando uma diferença entre as duas: “sou super pra fora, falo de mim. Ela vive dentro da cabeça dela. Foi interessante investigar esse outro lado, de me conectar. Foi muito interessante”.


A notícia de que o filme estreará no Festival do Rio foi recebida com muita alegria. Filmada em 2019, a produção não pôde estrear antes porque Faustini assumiu o cargo de secretário municipal de cultura, inviabilizando a continuidade do processo. “Havia uma ansiedade. Eu tinha certeza de que o trabalho voltaria quando o mandato acabasse. A gente queria muito contar essa história e que as pessoas conhecessem essa mulher”, lembra, descrevendo Ana como batalhadora e solitária. “Ela carrega consigo uma série de questões internas a serem resolvidas. Além dos desafios diários, ela enfrenta a dificuldade de lidar com o irmão mais novo, que, ao explorar a cultura drag, vivencia a tensão de residir em uma área dominada pela milícia. A trama revela essa irmã protetora, que busca encontrar o melhor modo de apoiar e compreender as escolhas do irmão”, conclui.

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