Musical no Teatro Claro Rio comemora 50 anos de carreira de Sidney Magal


Márcio Louzada interpreta Magal (Foto: Divulgação)


Comemorando os 50 anos de carreira do cantor Sidney Magal, o espetáculo “Quero vê-la sorrir – o musical” é encenado no Teatro Claro Rio até 19 de junho, às sextas e sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h. A produção repassa toda a trajetória artística desse ícone da música brasileira, que tem a oportunidade de ser homenageado em vida. Os ingressos podem ser adquiridos na plataforma Sympla ou na bilheteria do teatro.


O fim de semana de estreia foi de grande sucesso, conforme conta o ator Márcio Louzada, que interpreta o homenageado na montagem: “A casa estava lotada nos três dias, com direito a plaquinha na bilheteria. É muito bom começar assim! A gente está numa retomada de teatro. Há pessoas ainda com muito receio, vejo muita gente de máscara na plateia. Conseguimos atravessar esse momento difícil e está sendo maravilhoso”, comemora, mencionando a responsabilidade de interpretar seu personagem: “Fazer Sidney Magal é um desafio enorme. É um artista vivo. Temos que ter todos os cuidados. Imagina se estamos contando a história e ele fala ‘isso aqui não foi assim'''?


Os esforços agradaram bastante o personagem título, que teve contato com Louzada antes da montagem chegar ao público: “Já conversei com ele. A gente se conheceu, ele me adorou, ficou muito impressionado com a semelhança, viu alguns vídeos… Está encantado! Ele tem uma agenda cheia, faz muitos shows, então não pôde vir, mas já agendou de assistir”, adianta, observando que a montagem é completamente baseada no livro “Sidney Magal – Muito Mais Que Um Amante Latino”, de Bruna Ramos da Fonte, e que de acordo com ator, conta histórias desconhecidas do grande público.


“Eu, particularmente, não sabia de muitas. Ele é um artista discretíssimo. A relação de amor com a Magali, esposa dele, é raríssima. Daqui há pouco eles completam 50 anos de casamento”, observa o intérprete, mencionando ter visto uma entrevista onde Sidney diz não querer expor sua família, composta também por filhos e netos. Apesar disso, a peça menciona um de seus parentes ilustres: Vinicius de Moraes, primo de sua mãe. “O Magal pedia conselhos antes de o Vinícius despontar. O Vinicius quem disse ‘você, com 1,9m de altura, tem que fazer outro tipo de música, não tem que entrar nessa de bossa nova”. Quem tem muita voz realmente tem que cantar músicas como a dele, como ‘Sandra Rosa Madalena’, e por aí vai”.


Outros aspectos pessoais são apresentados desde o começo de sua carreira, na adolescência. “A mãe foi a grande influenciadora. A família toda era muito musical, ele cresceu nesse ambiente”, analisa Louzada, que continua: “A peça começa com ele numa aula de canto cantando ‘Granada. Busquei, dentro do roteiro, fazer a construção gradativa do Magal desde quando ele estudava canto lírico. Depois ele foi aos programas de TV apresentar músicas que ninguém nem sabe que ele cantou, como algumas do Caetano Veloso e até ‘Arrastão’, e fez muito bem. Eram músicas complexas. O repertório dele é mais simples, ele mesmo fala isso, mas ele tem todo um refinamento musical. A peça mostra isso, até que ele lança o primeiro compacto e ele vai para a Europa se livrar da superproteção da mãe, que não queria criar o filho para o mundo. Fez shows com músicas brasileiras e se libertou. Ficou anos por lá”.


O ator explica que houve um cuidado em mostrar apenas a parte leve e divertida da vida do personagem título, transformando o espetáculo em algo agradável para o público. “Praticamente não tem dramaticidade. Há um momento ou outro, mas o texto é uma comédia. A relação entre mãe e filho produz momentos cômicos”. Dessa maneira, a carreira de Magal é construída no palco, passando por momentos como sua apresentação no Globo de Ouro, onde cantou “Se Te Agarro Com Outro Te Mato”. “Aí foi um estouro. Depois disso, ele fez cinema, minisséries e novelas. São 50 anos de carreira. É um artista que, como todos, viveu altos e baixos, mas está aí com muita dignidade. É essa história que a gente passa. Todo mundo conhece e canta as músicas. Ele conseguiu chegar em todo tipo de público, não ficou algo restrito. É um dos diálogos da peça: ele cantava até nos inferninhos de Copacabana se sentindo como se tivesse no Madison Square Garden. Para ele, o mais importante é passar a emoção a quem está assistindo, independente de quem for”, conclui Louzada.


O elenco é composto também por Izabella Bicalho, que vive Dona Sônia, mãe de Magal; e Francisco Nery, que sobe aos palcos para dar vida a Chacrinha e também assina a direção da peça. Os cenários são assinados por George Bravo, figurinos de Rogério Santinni, coreografia de Sueli Guerra, iluminação de Paulo César Medeiros, arranjos e direção musical de Nico Rezende e direção de Francisco Nery.


Quero vê-la sorrir! – O Musical Teatro: Teatro Claro Rio Dias: Sexta e Sábado às 21h, Domingo às 19h Temporada: de 27 de maio a 19 de junho Ingressos entre R$ 25,00 e R$ 150,00 Classif cação: Livre Duração: 100 minutos Lugares: 659 lugares