Galeria de Arte Solar inaugura a exposição "A África que mora em nós"

Fotos: Solar Meninos de Luz



Para celebrar a diversidade e ancestralidade africana, a Galeria de Arte Solar inaugura, no dia 10 de novembro a exposição "A África que mora em nós". Cinco artistas contemporâneos, sob curadoria de Jô Vigorito, apresentam instalações, pinturas, fotografias, gravuras e esculturas com foco nas manifestações culturais africanas.


“A África é grandiosa em sua diversidade cultural, em suas múltiplas etnias, o que se reflete nas suas manifestações artísticas. O Brasil possui uma diversidade cultural complexa, plural, formada por muitas etnias que carregam não só características raciais, mas também a força da cultura geral de um povo”, diz Jô.


Projeto da exposição contempla oficinas para criação de mostra feita por alunos da escola

Para preservar, resgatar e formar cidadãos mais conscientes sobre nossa raiz africana, alunos do Fundamental 1, da escola Solar Meninos de Luz, tiveram oficinas de artes visuais com temas como “A cultura simbólica africana”, “A cor que me veste” e “Livro do Artista”, onde aprenderam mais sobre os símbolos, a identidade cultural e a literatura africana, estimulando o pensamento criativo e fortalecendo a autoestima.


Essa vivência vai gerar uma mostra que será uma extensão da “A África que mora em nós”, com trabalhos criados pelos alunos que também serão expostos na Galeria de Arte Solar.

A Galeria de Arte Solar é a primeira e única galeria - estruturada com curadoria e calendário anual de mostras - situada em uma comunidade no Rio de Janeiro, e tem Patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Sunset Vigilância e Sunplus, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (LEI DO ISS RJ). Agradecimento especial à Maneco Quinderé e Associados pelo projeto de iluminação. É aberta ao público de todas as idades e tem entrada gratuita. Todas as obras estão à venda com parte da renda revertida para o Solar Meninos de Luz.


Sobre o Solar Meninos de Luz

O Solar Meninos de Luz é um projeto socioeducacional que oferece educação integral para 430 crianças e adolescentes, em situação de vulnerabilidade social, nas comunidades do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, zona sul do Rio de Janeiro. Eles entram a partir dos 3 meses e seguem até completar o ensino médio. São 10h diárias, servindo 3 refeições e oferecendo mais de 30 oficinas, entre danças (hip-hop, ballet, jazz, sapateado), artes (teatro), esportes (capoeira e judô) e música (flauta, violino, violoncelo, coral, trompete entre outros), incluindo uma orquestra formada por alunos e moradores dessas comunidades.


Com 4.500m2 de área construída, no Solar encontramos: um teatro para 400 pessoas, um complexo poliesportivo, uma biblioteca comunitária, uma galeria de artes e um laboratório de ciências entre outros.


Em 30 anos de atuação, o Solar já transformou a realidade de centenas de jovens ao encaminhá-los para faculdades e para o mercado de trabalho. Aos poucos, reescreve a história dessas comunidades, através desses jovens que seguem os novos caminhos abertos por uma educação integral de qualidade, e hoje servem de inspiração para as novas gerações que veem neles o maior exemplo de que o sonho de ter uma vida melhor pode virar realidade.

www.meninosdeluz.org.br

Serviço:

Exposição “A África Que Mora em Nós"

Abertura: 10 de novembro (quarta-feira), às 16h

Término: 18 de dezembro (sábado), às 13h

Horários: Segunda a quinta-feira, das 9h às 17h30

Sexta-feira, das 9h às 15h30

Sábado, das 9h às 13h

Local: Galeria de Arte Solar – Rua Saint Roman, 149 Copacabana – Rio de Janeiro – RJ

Entrada livre e gratuita

E-mail: solar@meninosdeluz.org.br


Artistas e obras que serão apresentadas na exposição:

• Antonio Miranda

Título da obra: “Ancestramorfose”

Técnica: Escultura de técnica mista.


Antonio Miranda nasceu no interior do Rio de Janeiro e em 1994 mudou-se para São Paulo. Nessa época trabalhou por cinco anos no ateliê de Mário Gruber. Hoje o seu maior interesse é produzir obras que dialoguem com o cotidiano e com a memória coletiva e individual das pessoas nas suas relações com os outros e com o espaço urbano. Direciona meu olhar para os objetos descartados de forma irregular nas ruas e pensa em ressignificação, em humanização e em meio ambiente.


Participou de várias exposições como a Bienal do Recôncavo, BA/2010 - prêmio de aquisição com a obra “O catador de papelão”. Performance nas ruas de Lisboa - coletiva do Centro Cultural do Príncipe Real, 2015, performance na Av. Paulista/SP em 2020, dentre outras exposições. Obras em acervos: Museu Nacional de Cultura Afro Brasileira e no Museu Histórico Nacional (obra em parceria com Emanoel Araújo). Trabalhou na expografia do Museu Afro-Brasileiro de SP/2012-2013 e no centenário de Lina Bo Bardi no Gregório de Matos, BA/2014, dentre outros.


• Grasi Fernasky

Título da obra: Swabona Shikoba

Técnica: Instalação. Técnica mista.


Grasi Fernasky vive e trabalha no Rio de Janeiro. Graduou-se em Pedagogia na UNIRIO e Artes Plásticas na Escola de Belas Artes da UFRJ. Pós-graduada nos cursos Ensino da Arte na UERJ e Arte-terapia em Educação na Cândido Mendes. Possui diversos cursos de extensão na área de artes visuais. Além de artista plástica atua como professora de Artes Visuais da rede pública e particular.


Apresenta discussões que envolvem a vida no seu tecer diário, no cotidiano da cidade, na forma de redes, de fios e tramas. É a vida que se desenrola no nosso olhar repleto de sensibilidades múltiplas e sedento de novos olhares, a arte dialogando com viver, com o fio da vida.


Participou de várias exposições individuais e coletivas dentre elas no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo - Rio de Janeiro/RJ, 2020. Espaço Cultural dos Correios - Rio de Janeiro/RJ, 2019. Casa TEGRA - São Paulo/SP, 2019. Salão de Guarulhos Artes Contemporânea no Centro de Exposição Permanente Ismael Neri - Guarulhos/SP, 2015, sendo premiada com o 2º lugar do júri popular. Premiada como "Professor Talento de 2015" pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro/RJ. Sua obra "É no vácuo que a luz atinge sua maior..." faz parte do Acervo Museu Nacional da República Brasília/DF.

Site: www.grasifernasky.com


• Jorgete Gac

Título da obra: “Na sua rua, na nossa rua”.

Técnica: Pintura acrílica 


Jorgete Gac vive em Volta Redonda/RJ. Desde 1989 se dedica as artes visuais. Já participou de vários cursos no Rio de Janeiro e em São Paulo, como no Instituto Tomie Otake/SP e no Parque Lage/RJ. É uma artista que se entrega de forma tenaz a pesquisa de materiais no processo de construção de suas obras. Os retratos lhe encantam e por meio de uma observação sensível e atenta das relações humanas desenvolve sua poética buscando distância do seu objeto de pesquisa em uma atitude de quem se preocupa muito mais com os processos do que com os resultados.


Participou de várias exposições individuais e coletivas, dentre elas: no Espaço Cultural dos Correios- Rio de Janeiro/RJ, 2019. Casa TEGRA- São Paulo/SP, 2019. Centro Cultural Fundação CSN – Volta Redonda/RJ, 2018. Parque Lage - Rio de Janeiro/RJ, 2010. Tem obras em acervos como do MAM - Resende/Rio de Janeiro; na Fundação VARIG - Rio de Janeiro/RJ; na Galeria de Arte no UBM - Barra Mansa/RJ e na Galeria GACEMSS – Volta Redonda/RJ.


• José Alberto de Senna

Títulos das obras: obra 1. Série “Som, ritmo e alma”;

obra 2. Série “A Namíbia no olhar”

Técnica: Fotografia de arte


Nasceu e vive no Rio de Janeiro/RJ e é formado em Química Industrial pela Universidade do Brasil. Participa de vários cursos de Arte Contemporânea e sobre fotografia de arte. Atualmente faz parte do Grupo de estudos Fotografia e Arte Galeria OKO. É na fotografia que encontra potência que busca para sua narrativa poética. Suas viagens no Brasil e no exterior em busca de inspiração teve no Continente Africano seu marco significativo.


Participou de várias exposições coletivas e individuais, dentre elas: Parque Lage no Rio de Janeiro/RJ; Studio Denise Cathilina no Rio de Janeiro/RJ; Parque das Ruinas no Rio de Janeiro/RJ; Galeria OKO no Rio de Janeiro/RJ.


• Ligia Calheiros

Título da obra: Série  “ ... do percurso”

Técnica: Instalação. Impressão sobre tecido.


Ligia Calheiros Natural do RJ. Formada em Licenciatura em Artes Visuais, frequentou diversos cursos na EAV Parque Lage-RJ e curso Acompanhamento de trabalhos de arte no CACG-RJ. Integra o grupo de discussão “Falando de arte Contemporânea". Desenvolve seu fazer artístico a partir de objetos e materiais encontrados no cotidiano, sobre os quais desconstrói e reconstrói, cola e descola, imprimi e reimprimi, é um administrar do acaso, uma busca por marcas e vestígios, resquícios de memórias, uma tentativa de capturar o tempo agindo sobre o material e seus desdobramentos.


Participou de várias exposições, dentre elas: Novíssimos Galeria IBEU Copacabana/RJ -1999; "Projeto+Novos” no CACG-RJ - 2017; "Lugar de Luz" Centro Cultural Light/RJ- 2017; Casa de Afeto Galeria de Arte Solar Copacabana/RJ -2018; “Sala de Leitura" Biblioteca Parque Estadual/RJ - 2019; “PorVir a Grande Virada" O lugar Arte Contemporânea-fábrica Behring/RJ- 2021. Exposição individual “Do Remanescente” no Espaço Cultural Correios Niterói-RJ-2019.