Amazon lança concurso nacional de poesia


Neste segundo ano da pandemia, um concurso cultural de âmbito nacional propõe uma reflexão sobre o impacto do isolamento no cotidiano e os planos para o futuro, quando a Covid-19 estiver controlada e as pessoas voltarem às ruas. Depois da bem-sucedida primeira edição em 2020, quando recebeu 400 inscrições de todo o Brasil e reuniu poetas de 110 cidades e 22 Estados, o Concurso Tâmaras, poesias para depois do amanhã chega ao segundo ano. Esta edição 2021 é uma realização da Polo Cultural, por meio da Lei Aldir Blanc estadual, PROAC - expresso do Governo do Estado de São Paulo, com apoio da Amazon.com.br.

As inscrições estão abertas para pessoas de todo o Brasil entre 1 e 31 e maio. Para se inscrever, os autores devem completar duas etapas. A primeira é publicar a obra por meio do KDP (Kindle Direct Publishing) ferramenta de autopublicação da Amazon em http://kdp.amazon.com.br. Realizado de forma virtual, o concurso é aberto a todas as idades, com premiação em dinheiro para os três primeiros lugares de cada uma das categorias – Iniciante (novos autores), Profissional (poetas independentes com reconhecimento no mercado) e Estudante (do Ensino Público). Para participar, é obrigatório o envio da poesia em texto de, no mínimo 5 laudas, e um vídeo com a gravação do poema falado.

Inscrições

Os participantes devem incluir #ConcursoTâmaras no campo de palavras-chave durante o processo de publicação e se registrarem na categoria Poesia. Os títulos têm de ser compostos por poesias originais em português do Brasil que não tenham sido publicados anteriormente e submetidos exclusivamente ao Kindle durante o período do Prêmio, inscrevendo-os no programa KDP Select, e colocando o preço de R$1,99. Os termos e condições do Concurso Tâmaras podem ser vistos em amazon.com.br/concursotamaras

Depois, os concorrentes devem preencher um formulário que estará disponível no site da Polo Cultural em polocultural.com.br. Nesse formulário os autores irão terminar a sua inscrição, colocando o link para a obra publicada pelo KDP e disponível para venda na Amazon, e selecionando em qual categoria que estão se inscrevendo. Além disso, devem incluir também um link para um vídeo público, em qualquer plataforma de vídeo ou rede social com livre acesso, declamando o poema inscrito. Esse formulário é obrigatório, e será a ficha de inscrição para seguir a avaliação das obras.

O KDP é uma forma rápida, gratuita e simples de escritores e editoras publicarem seus livros por conta própria e disponibilizá-los para leitores ao redor do mundo. Com o KDP, os autores têm total controle do processo, do design da capa até a definição do preço, podendo receber até 70% em royalties.

Todos os poemas participantes do Concurso Tâmaras estarão disponíveis na Loja Kindle e no Kindle Unlimited. Os eBooks Kindle podem ser adquiridos e lidos com o aplicativo gratuito Kindle para computadores, tablets e smartphones Android ou iOS, além de e-readers Kindle.

Seleção e prêmios

As obras inscritas serão analisadas em uma primeira fase por uma comissão julgadora composta por coletivos literários indicados pelo Polo Cultural Educação e Arte, levando em conta o texto escrito, o vídeo e o engajamento em mídias sociais. Os critérios de avaliação são: criatividade, desenvolvimento da ideia e linguagem poética (texto), qualidade, performance artística e originalidade (vídeo) e número de visualizações, curtidas e compartilhamento (mídias sociais). Na primeira etapa, os slams vão escolher 30 obras finalistas, 10 em cada categoria. Estes vídeos selecionados serão postados no Youtube e para serem submetidos, numa segunda fase, ao voto popular do internauta.

Quem planta tâmaras não colhe tâmaras

O concurso propõe o semeio das palavras como forma de enfrentar a pandemia: se ainda não há cura ao vírus, que a arte viralize afeto e sonhos para os dias que virão. O nome do prêmio/concurso tem inspiração em um antigo ditado árabe: "Quem planta Tâmaras não colhe Tâmaras". Isso porque em seu processo natural, sem as técnicas de cultivo avançadas, as tamareiras levavam de 80 a 100 anos para frutificar, ou seja, seu plantio era como um exercício de solidariedade, de doação ao próximo, pois se cultivava independente de quem viesse a colher o fruto.

“Propomos aos poetas essa importante e urgente construção, dos poemas para depois do amanhã, onde possamos sonhar o mundo que iremos encontrar no futuro, e os desafios dessa nova relação com o planeta que cada um precisará descobrir e estabelecer. Voltar a circular com os passos certos, com o amor e a coragem que o tempo pedirá”, provoca Marcelo Sollero, da Pólo Cultural, Educação e Arte, realizadora do evento. “Convidamos os amantes das palavras para esse desafio, que surge não só como uma ferramenta de aproximação das pessoas, por meio da troca de experiência nos versos a serem escritos, mas também como um remédio para injetar empatia e esperança no inconsciente coletivo”, finaliza Sollero.