Como pais e responsáveis podem auxiliar os estudantes a melhorar o desempenho na redação?


Escrever bem e corretamente é uma demanda que vai permear a vida pessoal e profissional do indivíduo; mais do que isso, essa é uma habilidade que pode determinar o ingresso do estudante no ensino superior. Em 2020, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) contou apenas com 28 redações nota mil – o pior resultado desde a edição 2013 da avaliação. A média das notas ficou em 588,74 pontos. Com o anúncio, pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), de que as provas devem acontecer nos dias 21 e 28 de novembro, recomeça a corrida para aprimorar os conhecimentos e potencializar o desempenho na prova. Nessa tarefa, os alunos contam com o apoio da escola, mas como os pais e responsáveis podem auxiliar nessa missão? A área pedagógica da Geekie, formada por uma equipe multidisciplinar, elencou seis dicas simples e eficazes para que esse envolvimento familiar seja um ponto de aceleração dos bons resultados.


“Na Geekie, defendemos que o envolvimento dos pais e responsáveis é uma das peças-chave para o bom desempenho escolar do estudante. A família, como parte importante da comunidade escolar, tem um papel fundamental de contribuir para o engajamento do aluno e no processo de aprendizagem significativo. Nessa perspectiva, listamos seis dicas para que o núcleo familiar possa auxiliar no desenvolvimento da escrita e na potencialização de conhecimentos fundamentais para conquistar uma boa nota na redação do Enem e nos exames vestibulares”, afirma Claudio Sassaki, mestre em Educação pela Universidade de Stanford e cofundador da Geekie. Educador Parental em Disciplina Positiva, Sassaki acrescenta que a pandemia trouxe uma pressão grande no relacionamento familiar, com isso, investir em atividades que aproximem as diferentes gerações pode trazer resultados para além do aprimoramento da escrita. “Estamos falando de construir pontes, criar novos diálogos e novas narrativas em torno de um objetivo familiar comum”, salienta.


Dicas

• Incentive a boa leitura

A primeira dica é um clássico entre as recomendações da temática: os pais e responsáveis devem estimular os filhos a ler bons livros – sejam em versões impressa ou digital, assim como a leitura de jornais, revistas e blogs. A leitura amplia o repertório sobre o mundo e alimenta o pensamento crítico, além de trazer conhecimentos do vocabulário e das regras gramaticais. Esses, aliás, são elementos essenciais para elaborar uma boa redação.


• Debata sobre temas da atualidade

Converse com os jovens sobre os acontecimentos nacionais e internacionais mais relevantes. Temas da atualidade que geram discussões na sociedade podem se tornar temas das provas de redação. Uma dica é que pesquisem juntos sobre esses assuntos que estão em alta nas mídias impressa e digital. Depois, discutam sobre esses temas, pontuando a conversa com os prós e os contras; valorizem os diferentes pontos de vista possíveis. Essa é uma estratégia para desenvolver a capacidade de organizar argumentos e de relacionar informações – essenciais para desenvolver uma argumentação clara e objetiva, que é uma competência importante avaliada no texto dissertativo.


• Estimule o jovem a escrever

A prática é essencial para que os jovens aprimorem as habilidades de escrita. Não adianta dominar os assuntos que estão em todos os noticiários se o estudante não consegue pôr no papel as próprias ideias de forma organizada. Portanto, quanto mais vezes ele escrever, mais chances ele terá de obter êxito na redação. O ideal é treinar uma vez por semana, no mínimo. Uma boa dica é selecionar temas de provas passadas do Enem e treinar as redações.


• Ajude a gerenciar o tempo

A redação não deve demorar mais do que 1 hora e 15 minutos para ser realizada, por isso administrar o tempo para produzi-la é muito importante. Pais e responsáveis podem ajudar nesse treino, ministrando simulados e cronometrando o tempo de finalização do texto. O tempo dedicado ao projeto e ao rascunho da redação não pode ultrapassar 30 minutos; o texto final deve demandar entre 15 e 20 minutos. Deve sobrar um tempo para revisar e, se necessário, passar o texto a limpo. No entanto, para não pressionar o estudante, é válido fazer as primeiras simulações com tempo livre, cronometrando a elaboração da redação do começo ao fim; a partir desse dado, os pais podem começar a definir um intervalo de tempo cada vez menor para o exercício até chegar no tempo máximo de 1h15min – considerado o ideal para a composição da redação no dia do Enem ou dos vestibulares.


• Faça uma revisão com críticas construtivas

Os pais ou responsáveis devem fazer uma leitura crítica dessas redações. A proposta é identificar os erros de ortografia, pontuação, concordância e regência, sempre os indicando ao aluno, pois são considerados graves pelos examinadores. Caso o familiar não seja um expert em gramática, vale identificar na família ou entre os amigos quem seja! Além disso, vale consultar o dicionário sempre que uma palavra soar estranha ou incompreensível. Um ponto importante é evitar, no texto, gírias, clichês e abreviações que costumam ser usadas em bate-papos na internet. É importante observar se a ideia foi bem colocada – com coesão, coerência e bem argumentada. Se o texto estiver confuso, o estudante deve reescrever, seguindo as orientações.


• Relaxar também é importante

O jovem costuma ficar muito ansioso nas provas, especialmente na redação? Uma boa dica para conseguir se acalmar é praticar exercícios de respiração. Os praticantes de yoga se utilizam dessa prática para tranquilizar e esvaziar a mente. Pais ou responsáveis devem lançar uso dessa prática com os jovens! A dica é inspirar lentamente e expirar no dobro do tempo. Se inspirar por cinco segundos, soltar a respiração em 10 segundos. Além de relaxar, oxigena bem o cérebro. Com os pensamentos acalmados, o rendimento na redação será melhor.