Coluna "Turismo": Bonito

(publicada na edição 478)

Boca da Onça (Foto: Hudson Garcia/Prefeitura Municipal de Bonito)

Bonito é um município brasileiro da região Centro-Oeste, situado no estado de Mato Grosso do Sul. Polo do ecoturismo em nível mundial, suas principais atrações são as paisagens naturais, os mergulhos em rios de águas transparentes, cachoeiras, grutas, cavernas e colinas. Com fauna e flora exuberante, trata-se de um dos lugares mais bonitos do Brasil, conforme o próprio nome afirma.


Ao mesmo tempo que a variedade de opções atrai turistas do mundo inteiro, há também quem fique confuso com tanta oferta. Por onde começar? Só para flutuação, há uma enorme variedade. O Aquário Natural concentra o maior número de cardumes de todas as cores; o Rio Sucuri é o mais rápido de todos e com vegetação mais abundante; a Lagoa Misteriosa (que não é aberta durante o ano inteiro) tem profundidade desconhecida (sabe-se ser maior que 220m) e o tom de azul de suas águas impressiona; o Rio da Prata é o mais completo e com peixes maiores, além de proporcionar visibilidade de até 40m em alguns trechos... Todos oferecem atrativos imperdíveis, mas há quem opte por escolher apenas um devido ao custo dos passeios na região.

Aquário Natural (Foto: Daniel de Granville/Prefeitura Municipal de Bonito)
Rio Sucuri (Foto: Daniel de Granville/Prefeitura Municipal de Bonito)

Os rios também são o cenário perfeito para passeios de bote, com trechos de corredeiras que divertem o público. O uso de coletes é obrigatório, o que faz a atração ser segura para todas as idades. Para os que anseiam adrenalina, há muitos raftings a serem desbravados,


Bonito também dispõe de muitas grutas, como a Azul, um dos principais cartões postais e que, apesar de belíssima, é apenas para ser apreciado visualmente: o mergulho em seu interior é proibido para preservar o local – nem mesmo colocar a mão na água é autorizado. É necessário descer um lance de cerca de 100 degraus, mas o esforço é recompensado por uma paisagem de tirar o fôlego. No caminho, os guias orientam sobre a formação da caverna, data em alguns milhões de anos. Já o Abismo Anhumas agrada os mais aventureiros, já que é necessário descer 72m de rapel até seu interior (o treinamento costuma ser feito no dia anterior), onde pode-se ver estalactites, estalagmites e muito mais. O mergulho ali é autorizado apenas para certificados (os demais podem apenas flutuar) e, apesar de não haver vida sob aquelas águas, o jogo de luzes provocado pela ação do sol encanta a todos, principalmente no começo da manhã.

Gruta do Lago Azul (Foto: Hudson Garcia/Prefeitura Municipal de Bonito)
Abismo Anhumas (Foto: Caio Vilela)

Quem deseja aprender mais sobre a fauna local não pode perder o Projeto Jiboia, que ajuda a conscientizar sobre a importância das jiboias no ecossistema. O passeio inclui uma palestra bem humorada que dura cerca de duas horas e, no fim, todos podem posar para fotos com uma serpente. Já o Buraco das Araras é voltado para os amantes das aves, principalmente as araras vermelhas, que constroem seus ninhos naquela enorme cratera e desfrutam daquele habitat natural, voando por ali livremente. O local é situado em uma fazenda particular, mas a abundância de animais sobrevoando, principalmente durante a manhã, é tão grande que o proprietário transformou o endereço em um polo do ecoturismo.


O aeroporto mais perto de Bonito é o de Campo Grande, de onde pode-se seguir viagem através de vans com ponto de embarque perto da rodoviária ou de ônibus. O ideal, entretanto, é alugar carro, já que, ao chegar no destino, todos os passeios são distantes do centro e, dependendo da quantidade de pessoas, contratar traslados pode custar caro.


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