Coluna "Turismo": Chile (Deserto do Atacama)

(publicada na edição 495)

Já pensou em dedicar suas férias a um deserto? O do Atacama, no Chile, atrai um enorme número de visitantes devido suas paisagens naturais únicas, o que fazem dele um destino inesquecível. Nem mesmo as baixas temperaturas afastam os turistas, que costumam voltar encantados com tudo o que conhecem por lá.


A cidade base para os passeios é São Pedro do Atacama, que não possui aeroporto. O mais próximo fica em Calama, há cerca de uma hora. Pode-se ou partir do Brasil para lá (com escalas) ou, dependendo da data e da tarifa da passagem, ir até Santiago (a capital) e de lá seguir, também de avião, para esta outra cidade – os valores variam muito mesmo dentro de um mesmo mês, o que faz ser necessário avaliar qual a melhor opção para o período desejado. Chegando em Calama, o trajeto até São Pedro do Atacama pode ser percorrido de ônibus ou carro.


Há diversas agências oferecendo os passeios, que atendem a todos os gostos – muitos deles, entretanto, podem ser feitos por conta própria por quem aluga carro em Calama, reduzindo drasticamente os custos da viagem. O que visita o Valle De La Murte e o Valle de La Luna costuma ser um dos primeiros a ser feito por todos, já que é o mais tradicional e mais adequado para quem ainda não se adaptou à altitude. As formações rochosas são de tirar o fôlego e bastante diferentes das existentes em outros lugares, já que as condições climáticas bastante particulares, assim como os ventos, resultaram naquele visual.

Valle de La Luna (Foto: Diego Delso/Wikipedia)

O Atacama ainda oferece muitas outras atrações, como as Lagoas Altiplânicas – são duas que se chamam Miscanti e Miñiques, situadas a mais de 4.200 metros de altura. Quando não há vento, elas tornam-se espelhos naturais, refletindo a belíssima paisagem repleta de montanhas que, dependendo da época do ano, podem estar cobertas com neve – é importante se atentar à estação, já que o acesso às lagoas é fechado no inverno. Muitas agências promovem esse passeio junto com a ida às Piedras Rojas, mas atualmente só é possível vê-las a partir de um mirante (o acesso tornou-se proibido desde janeiro de 2018). Há também as Lagoas Escondidas, menos populares. Cercadas de sal petrificado, a concentração desse elemento é tal alta no interior delas que é impossível afundar.

Lagoa Miñiques (Foto Diego Delso/ Wikipedia)

Outro passeio bastante particular é a ida aos Geysers Del Tatio. É necessário chegar cedo para conferir o fenômeno, por isso ele é iniciado durante a madrugada. Essa é a parte da viagem que mais exige dos turistas, que devem se preparar desde a véspera evitando ingerir álcool ou comidas de difícil digestão – afinal, os geysers estão a quase 5 mil metros de altura. Os jatos d’água ganham tamanho impressionante e, após visitá-los, é hora de conferir as piscinas naturais, com águas bem quentes. Outra maneira de banhar-se com auxílio da atividade vulcânica é através das Termas de Puritana, são diversas piscinas interligadas que formam quedas d’água entre si e que são bastante relaxantes.

A noite no Atacama também é especial por causa do tour astronômico. Imagine enxergar uma quantidade incalculável de estrelas a olho nu? Ali, é possível e dependendo da estação do ano, até a Via Láctea torna-se visível. Esse passeio não acontece em noites de lua cheia (quando a visibilidade é comprometida), por isso vale se atentar ao calendário lunar antes de programá-lo. Trata-se da região mais alta e seca não-polar do planeta, o que faz dela o cenário perfeito para esse tipo de contemplação. Após explicação do guia sobre o universo, os planetas, as estrelas, os visitantes podem usar telescópios para ver os corpos celestes.

(Foto: ESO/BB. TafreshiBARRATWAN (www.twanight.org))

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