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Praça Tiradentes, Largo de São Francisco e Saara

1. O surgimento das igrejas do entorno

A Praça Tiradentes é um local com diversos atrativos. No seu entorno há teatros, gafieiras, bares e restaurantes tradicionais, além de construções históricas que ajudam a ilustrar como era o Rio de Janeiro nos séculos anteriores. Além disso, perto dali, há o Saara, o principal comércio popular da cidade, onde milhares de vendedores oferecem uma enorme variedade de todos os tipos de mercadorias.

Originalmente, o terreno era conhecido como Largo do Rossio Grande (em alusão ao Largo do Rossio, em Lisboa) e usado como estacionamento de animais e carruagens no século XVII. Com a chegada dos ciganos no século seguinte, o espaço tornou-se conhecido como Largo dos Ciganos. Esse povo logo se integrou à sociedade carioca, o que impulsionou o crescimento da cidade além da Rua da Vala (atual Uruguaiana). Até então, toda a área além desse espaço (inclusive o morro de Santo Antônio, onde já havia o convento) não era considerada território do Rio de Janeiro.


Uma das primeiras construções da área é a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, cuja pedra fundamental foi lançada em 1700. Essa paróquia surgiu para abrigar a confraria surgida após a união dos devotos de ambos os santos. A maioria das pessoas eram negras e, até então, frequentavam a Igreja de São Sebastião, que ficava no Morro do Castelo e era a catedral. Após uma briga com os religiosos que rezavam nesse templo, que resultou na retirada da imagem de Nossa Senhora do local, foi decidida a construção do novo endereço, na Rua da Vala (no limite da cidade). Ao ser concluída, em 1725, era a maior estrutura da cidade e suas torres se destacavam no panorama.


A solução para os conflitos religiosos durou pouco tempo. Em 1734, a Igreja de São Sebastião encontrava-se em péssimo estado de conservação e, de tão antiga, ameaçava ruir. Por isso, os representantes da Sé se mudaram para a Igreja de Santa Cruz dos Militares, na Rua Direita (atual Primeiro de Março), onde ficaram por três anos. Em 1737, invadiram a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, o que aumentou ainda mais as brigas. Nem mesmo a construção da Igreja Nossa Senhora da Lampadosa, considerada a protetora dos escravos, acalmou os ânimos. Por causa dela, o antigo Largo do Rossio Grande teve seu nome alterado para Largo da Lampadosa, assim como a rua aberta em 1791, em sua frente, no lugar de uma pequena servidão (atual Avenida Passos).


Durante os conflitos, foi definida a construção de uma nova catedral. Para isso, o governador Gomes Freire, o Conde de Bobadela, ordenou o aterro da Lagoa da Pavuna, que deu origem à Praça Real da Nova Sé (atual Largo de São Francisco de Paula). A obra teve início em 1749 e foi interrompida em 1752 devido à morte de Gomes Freire. A estrutura não foi finalizada, mas, em 1759, foi iniciada a Igreja de São Francisco de Paula, também na Praça Real da Nova Sé e que acabou rebatizando o logradouro, que já não tinha mais previsão para sediar a "nova sé" do nome. Até os dias de hoje, é uma das maiores da cidade. Concluída em 1801, foi uma iniciativa da Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula e possui portas de madeira esculpidas por Antônio de Pádua e Castro. O interior é todo talhado e o destaque fica por conta da Capela de Nossa Senhora da Vitória, que assim como o altar-mór, era projetada por Mestre Valentim, um dos principais artistas da época. No acervo, há ainda telas de Vítor Meireles, paineis de Manoel da Cunha, vitrais alemães e lavatório de mosaico de mármore com torneiras de bronze. Trata-se de um dos principais exemplos da evolução colonial na cidade.


Ainda na segunda metade do século XVIII, os membros da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, em meio ao conflito com os religiosos que vieram da Igreja de São Sebastião, conseguiram licença para realizar festividades. Uma delas era uma homenagem à Corte do Rei do Congo. Uma vez por ano, eram eleitos um rei e uma rainha, que desfilavam publicamente em cortejos, acompanhados da "corte" (dançarinos e músicos). Há quem diga que essa festa foi uma das precursoras do Carnaval carioca.


Em 1747, a Igreja Nossa Senhora da Lampadosa foi construída e mais tarde, em 1792, foi o endereço da missa rezada antes da execução do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. De pé, ele teria escutado a missa até o momento da elevação da hóstia. Ele foi o único a assumir a culpa pela Inconfidência Mineira (movimento surgido em Minas Gerais que pedia a proclamação da República) e, por isso, foi enforcado e esquartejado. A pena em casos semelhantes era de "morte cruel". No entanto, Tiradentes foi poupado disso por ordens da Rainha Maria, que teria ficado traumatizada com uma execução ordenada por seu pai, D. José. Essa teria sido uma das razões que justificam sua instabilidade mental, que deram a ela o apelido de "Maria, a Louca". O discurso de sua sentença foi lido durante 18 horas e o cortejo partiu da Cadeia Velha (onde, já no século XX, foi erguido o Palácio Tiradentes), onde o alferes ficou por três anos, seguiu pela Rua da Cadeia (atual da Assembleia), de onde continuou pela Rua do Piolho (hoje, Carioca) até alcançar o Largo da Lampadosa (que ainda era conhecido também como Campo dos Ciganos), de onde continuou pela Rua da Lampadosa (Avenida Passos) até chegar à igreja.


Após a missa, ele foi à forca. O local exato no qual isso aconteceu não é conhecido, pois ele foi relembrado apenas após a Proclamação da República, em 1898, quando as referências físicas já haviam desaparecido. Especula-se que teria sido na esquina das ruas da Lampadosa e do Polé (atual Senhor dos Passos). Há quem diga também que foi no Campo da Polé, área do Largo onde hoje existe o Teatro João Caetano e que tinha esse nome por causa de uma polé (instrumento de tortura) instalada ali. A única certeza é que aconteceu entre o Largo da Lampadosa e o Campo de Sant'anna (atual Praça da República/Campo de Santana). Apesar desse tipo de morte ser normal na época, a dele foi transformada em um espetáculo: além de ser xingado inúmeras vezes na procissão, Tiradentes precisou subir 20 degraus para alcançar uma altura em que pudesse ser visto pelo povo. Além disso, a cabeça foi exibida no Largo da Lampadosa. Por isso, o que deveria assustar a população teve efeito contrário e os brasileiros voltaram-se contra os portugueses.


Em 1808, após mais de 100 anos de conflitos entre os religiosos da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito e os representantes da sé, ainda instalados lá, uma situação aumentou ainda mais os problemas. Com a chegada da Família Real ao Brasil, a Corte visitou o local para agradecer a viagem. Ao serem informados sobre a visita, os cônegos expulsaram os negros (a maioria na ordem fundadora da paróquia) e os pardos da cerimônia. Por isso, após o ingresso de D. João VI no local, eles invadiram o espaço, que pertencia a eles. Por causa desse conflito, a catedral foi transferida para a Igreja de Nossa Senhora de Monte do Carmo, no Largo do Carmo (atual Praça XV), situada próxima ao Paço Imperial (prédio que foi usado como a primeira residência dos regentes em solo carioca). Com isso, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito tornou-se sede do Senado da Câmara entre 1809 e 1822 e, após um breve intervalo, deste mesmo ano a 1825.

2. As mudanças trazidas com a Família Real

Ainda em 1808, a região recebeu novas mudanças. Com a suspensão de um alvará que proibia a instalação de indústrias no território brasileiro e a abertura dos portos às nações amigas de Portugal, muitos comerciantes ingleses, portugueses e franceses vieram ao Brasil. Eles abriram lojas na Rua da Travessa da Alfândega (rebatizada como Rua da Alfândega em 1840) e no entorno. Logo foram seguidos por árabes e judeus, que vinham sem nenhum custo além da passagem. O principal comércio era o de alimentos, mas os tecidos também eram muito vendidos, principalmente aos mascates, que, com suas enormes caixas de madeira carregadas nas costas por alças de couros, ofereciam esses produtos de porta em porta. Inicialmente, as lojas vendiam somente em quantidades grandes. Por isso, ensinaram aos cariocas o hábito de parcelar as compras. Há quem garanta que as vendas varejistas foram iniciadas somente no século XX.

Na medida em que a Corte se adaptava, a necessidade de um palco teatral fez com que o príncipe-regente D. João VI se interessasse em construir um espaço com esta finalidade. Até então, existia somente o pequeno Teatro Manoel Luís, na esquina das ruas Dom Manuel e da Cadeia (atual Assembleia), que foi desativado para servir de instalações dos empregados do Paço Real (atual Paço Imperial). Paralelamente, o cabeleireiro Fernando José de Almeida tinha o mesmo desejo e anseava o terreno do antigo Campo da Polé, que não era usado para fins de tortura há muitos anos. Em 1780, o Senado da Câmara tomou parte dele, que, nesse momento, era particular, para usar como praça. Além disso, era ali também que ficavam os animais (porcos, carneiros, bois, etc) que eram levados para as feiras dos largos de São Francisco de Paula e do Rosário (ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito) que, na época, já não aconteciam mais. Com isso, D. João VI e o Conde de Aguiar, D. Fernando José, concederam o espaço a Fernando, além de cederem pedras que seriam usadas na catedral do Largo de São Francisco de Paula e em um chafariz no Largo do Campo (atual Praça Duque de Caxias). Textos antigos garantem que até mesmo a verba, que seria usada para construir a catedral, foi doada para este fim. Assim foi construído o Real Theatro de São João, que foi aberto ao público em 12 de outubro de 1813, ainda inacabado, para celebrar o aniversário de 15 anos do primogênito de D. João, D. Pedro. Naquela data, os convidados assistiram ao drama lírico "Juramento dos Numes" (poema de Gastão Fausto da Câmara musicado por Marcos Portugal) e a peça "O Combate do Vimeiro". Sua fachada assemelhava-se ao do Real Theatro de São Carlos, em Lisboa, atualmente chamado de Teatro Nacional de São Carlos. Foi a maior sala da cidade durante muito tempo, acomodando 1.020 pessoas. Por ser tão luxuoso, possuía quatro tipos de camarotes (30 de primeira ordem, 28 de segunda, 28 de terceira e 26 de quarta). No interior, o palco era adornado com uma pintura representando a esquadra portuguesa, conduzindo a Família Real, chegando na Baía de Guanabara, assinada por José Leandro da Costa.


Apesar de algumas pedras da antiga catedral serem doadas à construção do teatro, foi somente em 1811 que a estrutura dela, abandonada desde 1752, ganhou uma utilidade. Neste ano, o arquiteto Pedro J. Pezérat projetou a Academia Real Militar, criada no ano anterior. Posteriormente, em 1851, ela foi dividida e a parte civil transformou-se na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, a primeira voltada ao ensino de Engenharia Civil no Brasil, cujo primeiro diretor foi José Paranhos, o Visconde de Rio Branco. Foi dessa instituição que saiu o projeto assinado pelo professor Paulo de Frontin, que levou água a toda a cidade (que sofria com altas temperaturas e abastecimento irregular nos chafarizes; além disso, a falta d'água piorava a epidemia de febre amarela que acontecia no momento) em seis dias, acabando com o racionamento existente desde a fundação do Rio de Janeiro. O projeto foi concluído com êxito em 23 de janeiro de 1889 e, apesar de ter se transformado em uma briga política entre o imperador D. Pedro II e o jornalista Rui Barbosa, resultou em uma grande festa popular, semelhante à realizada após a assinatura da Lei Áurea.


De volta a 1816, neste ano foi inaugurada a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, que passou a funcionar na Travessa de Belas Artes a partir de 1826. A instituição foi fundada pelo agora rei de Portugal D. João VI, que assumiu o trono após a morte de sua mãe, D. Maria, no mesmo ano, e possuía uma enorme pinacoteca e uma grande coleção de esculturas. A escola foi orientada pela Missão Artística Francesa, que veio ao Brasil depois do fim do governo de Napoleão Bonaparte, na França. Os artistas revolucionaram o ensino artístico em território nacional, lecionando de acordo com os ensinamentos neoclássicos da região de origem. Ela funcionou ali até 1908, quando o acervo foi transferido para a nova sede, na recém-aberta Avenida Central (atual Rio Branco). A antiga foi demolida em 1938 e, em seu lugar, há um estacionamento.


Ainda em 1821, o Real Theatro de São João foi o endereço da Aceitação Provisória da Constituição de Lisboa, episódio no qual o príncipe D. Pedro que estendia ao Brasil a Constituição que estava sendo elaborada para Portugal (o que alterou oficialmente o nome da Praça da Lampadosa para Praça da Constituição). A ocasião foi também a última aparição do rei D. João VI em solo carioca, que, à noite, assistiu a ópera "Cenerentola" na casa. Com seu retorno, os direitos concedidos anteriormente, quando o Brasil foi elevado à categoria de Vice-Reino (1763) foram eliminados, pois havia o interesse em transformar a região novamente em colônia. Para isso acontecer, foi exigida a volta de D. Pedro.


Isso incomodou os liberais do Partido Brasileiro, que eram contra as novas mudanças. Por isso, em 9 de janeiro de 1822, o político José Clemente Pereira organizou um abaixo-assinado, pedindo a permanência do regente. Pereira era membro da irmandade da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, cuja edificação era também a sede do Senado da Câmara desde 1809. O documento foi levado da paróquia às mãos de D. Pedro, que apoiou o povo brasileiro. Seu posicionamento deu início ao processo que culminou na independência, em 7 de setembro.


No dia 15 deste mesmo mês, logo após chegar de São Paulo, onde a relação entre o Brasil e Portugal ser rompida, D. Pedro, que ainda não havia sido coroado imperador (isso aconteceu somente em 22 de janeiro), apresentou-se ao povo da sacada do Real Theatro de São João, vestido de verde e amarelo (que ainda não eram as cores da bandeira, cuja criação foi decidida em um decreto de 18 de setembro de 1822, que dizia que ela teria como cores o verde, tonalidade da primavera, e o amarelo, referente ao ouro). Em seu braço, usava uma faixa com a seguinte inscrição: "Independência ou morte". No mesmo dia, assistiu a um espetáculo em sua homenagem.


Em 25 de março de 1824, o teatro sofreu seu primeiro incêndio durante a encenação do espetáculo "Vida de Santo Hermenegildo", que contava com um espectador importante naquela noite: o imperador D. Pedro, que no mesmo dia havia outorgado a primeira constituição do Império, no Paço Imperial e apresentado o Hino da Constituição no palco, estava na plateia. O acidente foi causado pelo ator Antônio da Bahia, que interpretava um santo. Ao tentar saltar de um balanço, que estava sendo erguido em cena, para o tablado, sem querer encostou um pano, que havia sido pintado com aguarrás, nas luzes. O fogo começou imediatamente e os esforços para apagá-lo foram em vão, já que o cenário era quase que inteiro construído de material inflamável. O prédio foi todo destruído.


Durante as obras de reconstrução, foi inaugurado, em 1 de dezembro de 1824, o Theatrinho Constitucional, erguido em um salão perto da varanda. A reforma foi feita após o proprietário da casa, Fernando José de Almeida, pegar um empréstimo com o Banco do Brasil. Em homenagem ao seu frequentador mais assíduo, D. Pedro, alterou o nome do lugar para Imperial Theatro São Pedro de Alcântara. O novo espaço foi inaugurado em 22 de fevereiro de 1826, comemorando o aniversário da imperatriz D. Leopoldina, esposa de D. Pedro. Dessa vez, haviam 110 camarotes, com capacidade para aproximadamente 300 pessoas, e mais 600 lugares na plateia. A iluminação era feita por 220 velas.


Com a morte de Almeida, o imóvel foi deixado de herança para seu filho, que não quitou a dívida. Por isso, a casa de espetáculos tornou-se propriedade do Banco do Brasil em 1831, que trocou seu nome para Theatro Constitucional Fluminense. A casa foi fechada para obras em 1838 e reaberta no ano seguinte, com o nome anterior (Imperial Theatro São Pedro d'Alcântara). Dentre as novidades, os frequentadores puderam conferir paineis do artista plástico Oliver decorando o teto e uma grande pintura no fundo do palco, feita por Manuel de Araújo Porto Alegre. Na ocasião, foi exibida a peça "Olgiato", de Domingos José Gonçalves de Magalhães.


Em 1843, a sala foi arrendada pelo ator João Caetano dos Santos, que passou a encenar ali seus próprios espetáculos, o que lhe conferiu o título de um dos principais nomes do teatro. Em 9 de agosto de 1851, enquanto atuava em "O Cativo de Fez", outro incêndio novamente destruiu o local. Devido a ausência de outra sala com dimensões semelhantes, João Caetano reconstruiu o teatro, que foi aberto em 18 de agosto de 1852 com a peça "O Livro Negro", de Leon Gazlan, assistida pelo imperador D. Pedro II (filho de D. Pedro, foi coroado em 1841), que agradeceu ao artista entregando-lhe um alfinete com brilhantes.


Após quatro anos, outro incêndio irrompeu nas instalações, destruindo de novo o prédio inteiro. Sobraram apenas as paredes laterais. Devido à dimensão do acidente, o terceiro em 32 anos, D. Pedro II criou o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte (que somente em 1864 passou a ocupar a primeira sede, no Campo d'Acclamação - atual Praça da República/Campo de Santana. Mais tarde, essa instituição deu início ao Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro). A nova inauguração aconteceu em 3 de janeiro de 1857 com o drama "A Volta à Suiça", de Alfonso Prieto. Mais uma vez seu nome foi alterado: agora, chamava-se somente Theatro São Pedro.


Em 1959, a região ganhou mais uma igreja: a do Santíssimo Sacramento da Antiga Sé, na Rua da Lampadosa (atual Avenida Passos). Ela foi fundada pela Irmandade do Santíssimo Sacramento, a mais antiga do Rio e que foi fundada na Igreja de São Sebastião, no Morro do Castelo. Ela continuou na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito quando a catedral foi transferida para a Igreja de Nossa Senhora de Monte do Carmo . Projetada por João da Silva Muniz e José Bethencourt da Silva, dominava a paisagem colonial com suas enormes torres revestidas em mármore branco. Seu interior é todo talhado e, na entrada, os visitantes podem ver a pia mais antiga da cidade. Sua obra teve início em 1816 e demorou 43 anos para ser concluída. Na inauguração, as imagens da antiga Igreja de São Sebastião, que também estavam na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, foram transferidas ao novo endereço, que acabou rebatizando a Rua do Lampadosa (atual Avenida Passos). A partir de então, passou a ser chamada de Rua do Sacramento e a sua transversal, a Rua Detrás do Teatro (atual Luiz de Camões) herdou o nome de Rua do Lampadosa.


Em 1862, o Brasil recebeu seu primeiro monumento cívico e sem viés religioso: uma estátua de D. Pedro, no meio da Praça da Constituição (atual Praça Tiradentes). O monumento foi planejado em 1854 para comemorar os 40 anos da Independência do Brasil. Foi realizado um concurso para a escolha do artista responsável pelo projeto. O ganhador foi João Maximiliano Mafra e a peça foi feita por Luís Rochet. A pedra fundamental foi lançada no local em 1 de janeiro, com a presença do imperador D. Pedro II (filho de D. Pedro) e sua esposa, D. Teresa Cristina. Na cerimônia, o hino nacional foi executado, ainda sem ser oficializado e sem a letra atual, seguido de um discurso falando sobre o contexto da separação dos países.


A inauguração aconteceu em 25 de março e, na ocasião. D. Pedro II não teria aprovado a homenagem, pois a aparência da figura não parecia com seu pai. Nela, D. Pedro aparece fardado, acenando para o povo com uma das mãos e, com a outra, exibindo a Constituição outorgada por ele. A peça toda de bronze, foi fundida na França e armada sobre a base de granito. Nela, quatro estátuas representam os grandes rios do Brasil (Amazonas, Paraná, São Francisco e Madeira).


Em 1870, representantes da religião presbiteriana adquiriram um terreno na Travessa da Barreira (atual Silva Jardim) para erguer a sede definitiva, onde seriam realizados os cultos. O primeiro culto foi rezado ainda em 1517, no período da história do Brasil conhecido como França Antártica, mas com a expulsão dos franceses, os costumes católicos portugueses espalharam-se pelo território. A chegada definitiva dessa crença é creditada ao missionário americano Ashbel Freen Simonton, que, ao dar a comunhão aos brasileiros Henry E. Milford e Camilo Cardoso de Jesus, declarou fundado o presbiterianismo no Brasil em 12 de janeiro de 1862. Nesses oito anos, os fieis passaram por cinco lugares até o reverendo Alexander Latimer Blackfor, o sucessor de Simonton (que morreu em 1867) adquirir a propriedade por 13 contos de reis. Como as leis do Império proibiam templos de contruções que não fossem católicas (apesar dos cultos serem permitidos em casas destinadas a isso), o espaço foi construído com doações de igrejas presbiterianas norte-americanas.


Pouco tempo depois, em 1872, a filha de D. Pedro II, Princesa Isabel, que era a regente naquele momento por causa de uma viagem de seu pai à Europa, inaugurou o casarão onde funcionou o Conservatório de Música na Rua do Lampadosa (atual Luiz de Camões), que tinha como objetivo formar orquestras e coros. Antes disso, a instituição havia funcionado no Museu Imperial (atual prédio do Arquivo Nacional, em frente à Praça da República/Campo de Santana) e depois, anexada à Escola Nacional de Belas Artes, enquanto a edificação não ficava pronta. A obra demorou dez anos. Nesse endereço, funcionou também o Conservatório Dramático Brasileiro, que levou intelectuais como os escritores Olavo Bilac e Viriato Correia ao local.


No mesmo ano, em 1 de fevereiro, outro grande teatro foi inaugurado nas proximidades da Praça da Constituição (atual Tiradentes), que possuía uma enorme quantidade de salas, sendo comparada à Broadway. O Theatre Casino Franc-Brésiliene, propriedade de João Bráulio Muniz, foi aberto ao público com canções brejeiras, duas árias compostas pelo artista Dupont e duas comédias com os atores franceses Céline Pons, Auffray e Désir. A finalidade da nova sala, localizada nos fundos do Hotel Richelieu (também chamado de Hotel dos Príncipes), era apresentar números de café-concerto, priorizando artistas da França. A entrada era separada do resto do estabelecimento e acontecia pela Rua do Espírito Santo (atual Pedro I). Possuia um camarote imperial, 18 de primeira classe, quatro de segunda, 129 varandas, 81 cadeiras numeradas e 300 lugares na plateia.


Ainda em 1872, em setembro, outro monumento sem significado religioso foi inaugurado na região: a estátua em monumento a José Bonifácio, marcando os 50 anos da Independência do Brasil, ação a qual ele era considerado o patriarca por ter sido o ministro que orientou D. Pedro nesse momento. A peça, construída por Luís Rochet, tem 2,4 metros, pesa 18 toneladas e está instalada em uma base octogonal de mármore, que é decorada com as alegorias da Justiça, da Integridade, da Poesia e da Ciência. Na apresentação, estavam o imperador D. Pedro II, sua esposa, D. Teresa Cristina, sua filha, Princesa Isabel e seu marido, Gastão de Orleans, o Conde D'Eu.


Em 1880, o Theathre Casino Franc-Brésiliene foi vendido para Pedro Ferreira de Oliveira Amorim, que alterou seu nome para Theatro Sant'anna. Na reinauguração, foi exibida a opereta "La Fille Du Tambour Major". No ano seguinte, foi arrendado por Jacinto Heller, que levou para o Sant'anna sua companhia de operetas que se apresentava no Theatro Phoenix, na Rua da Ajuda (atual Treze de Maio), dando início ao período áureo da casa.


Ainda em 1880, o imperador D. Pedro II lançou a pedra fundamental de mais uma contribuição cultural à região: o Real Gabinete Português de Leitura, que foi inaugurado em 1887 pela Princesa Isabel (que, novamente, assumia o trono devido à ausência do pai) e pelo seu marido, Conde D'Eu. O prédio, em estilo manuelino, foi projetado pelo arquiteto português Rafael da Silva Castro, que se inspirou na lateral do Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa, para desenhar a fachada. Ela foi feita com pedra de lioz, típica de Portugal, e enfeitada com estátuas do infante D. Henrique, de Vasco da Gama, de Pedro Álvares Cabral e de Luís de Camões, todos com papeis importantes na época das grandes navegações. O exterior possui ainda medalhões com os rostos dos escritores portugueses Fernão Lopes, Gil Vicente, Alexandre Herculano e Almeida Garret.


Seu acervo começou a ser colecionado em 1837, quando um grupo de 43 portugueses reuniu-se em uma casa localizada na Rua Direita (atual Primeiro de Março) para criar uma biblioteca para conservar o espírito português dos lusitanos que moravam no país, agora separado da antiga metrópole. Muitos deles eram perseguidos políticos e não podiam voltar à Europa. Na medida em que a coleção crescia, tornou-se necessária a construção de uma sede, que foi inaugurada no contexto dos 300 anos da morte de Luís de Camões, falecido em 1580. O episódio serviu de pretexto para o grupo português dar continuidade à ideia, que só se tornou uma biblioteca pública em 1900.


Atualmente, possui o segundo maior acervo do Rio (atrás somente da Biblioteca Nacional), com 120 mil títulos divididos em estantes com 1.520 compartimentos. Dentre eles, encontram-se obras raras, como exemplares da primeira edição de "Os Lusíadas", escrito por Luís de Camões em 1572 e outros livros do século XVI, além de manuscritos de Gonçalves Dias e Machado de Assis.


Em 1890, a Praça da Constituição teve seu nome alterado, definitivamente, para Praça Tiradentes, em homenagem àquele que, anteriormente, foi morto perto dali e cujos restos mortais foram expostos no logradouro exatos 100 anos antes.

3. Depois do século XX

Em 1904, o Theatro Sant'Anna foi vendido ao empresário Paschoal Segretto, que realizou nele uma grande reforma, adequando-o às normas exigidas pela Saúde Pública. Sua fachada, condizente com as reformas urbanas realizadas pelo prefeito Pereira Passos (cujo mandato durou de 1902 a 1906), passou a ocupar a esquina inteira da Praça Tiradentes com a Rua Pedro I e foi pintada de verde. Na reabertura, teve seu nome alterado para Carlos Gomes em homenagem ao compositor e maestro. Nessa nova fase, abrigou companhias de gêneros variados, inclusive representantes do teatro de revista.

Na manhã de 27 de agosto de 1929, um grande incêndio destruiu a casa de espetáculos, cujo palco receberia a peça de revista "Onde Está O Gato?", com Margarida Max e Pinto Filho no elenco, à noite. O incidente causou uma grande comoção na população mais humilde, que não tinha condições de frequentar o Theatro Municipal (outras salas, como os teatros Lyrico, no entorno do Largo da Carioca, estavam antiquadas para os espetáculos da época e o João Caetano - nome do antigo Theatro São Pedro desde 1923 - estava em obras). O fogo, que se alastrou rapidamente devido à grande quantidade de material inflamável no palco, ameaçou todo o quarteirão, inclusive o prédio da companhia telefônica, pois os bombeiros tiveram dificuldades em apagar as chamas devido à escassez de água (que precisou ser canalizada para enfim jorrar pelas mangueiras) e ao vento forte. Os imóveis localizados nos fundos do teatro chegaram a ser atingidos. A nuvem de fumaça foi tão forte que escureceu a Praça Tiradentes. O prédio, os cenários, os mobiliários, as instalações elétricas, os figurinos e o bar eram protegidos por seguro.


Na época, foram divulgadas duas versões para justificar o início do fogo: houve quem dissesse que ele teria sido causado por um curto no circuito elétrico, consertado na mesma manhã por funcionários da companhia elétrica Light. No entanto, outra versão dizia que isso era impossível, pois a energia estava desligada, já que o conserto era feito naquele momento por profissionais que acenderam um maçarico em um fogareiro de carvão, que soltava fagulhas. Cerca de 100 artistas tiveram seus contratos rescindidos. O acidente deixou seis feridos.


Antes disso, em 1928, a Praça Tiradentes já havia perdido, temporariamente, outra casa de espetáculos. O Theatro João Caetano (a nomenclatura manteve a letra "H" em "teatro" pois ela foi abolida somente no acordo ortográfico de 1943) foi destruído devido a suas condições precárias. A obra foi determinada pelo prefeito Antônio Prado Junior (1926 - 1930). A despedida temporária aconteceu no início de junho, quando a revista "Rio Nu" foi encenada, relembrando um texto que, anteriormente, já tinha feito muito sucesso no palco mais antigo do Brasil. Dois anos depois, em 28 de junho, o novo prédio - no mesmo endereço - foi inaugurado com a opereta "Rose Marie". A nova arquitetura atraiu elogios devido à ausência de arcos. A falta de colunas na frente dos camarotes também foi um dos destaques. A parte acústica foi inspirada na tecnologia do moderno Salão de Música Pleyel, em Paris. Na plateia, o fato das poltronas das laterais e do fundo serem elevadas devido ao chão em formato parabólico foi outro dos aspectos elogiados pelos frequentadores. A ausência de elementos decorativos no interior da sala foi citado, na época, como um artifício para o público concentrar a atenção no palco. O novo João Caetano tinha capacidade para 1.800 pessoas.


No ano seguinte, em 6 de abril de 1932, foi a vez do Theatro Carlos Gomes ser reinaugurado. A cortina foi pintada especialmente para a ocasião pelo cenógrafo Hyppolito Colomb e era inspirada na ópera "O Guarani", grande sucesso do compositor que dá nome à sala. O público pôde conferir o espetáculo da transformista Fátima Miris.


Pouco tempo depois, em 1934, foi inaugurada a primeira catedral presbiterana do Brasil no endereço em que, desde 1870, eram realizados cultos dessa crença. A construção teve início em 1926 e, na ocasião da primeira celebração, em 15 de maio, o interior ainda estava inacabado. O templo, em estilo neogótico, foi projetado de acordo com estruturas semelhantes da Europa e dos Estados Unidos. A inauguração aconteceu em 15 de maio, com o interior ainda inacabado.


Em 1942, um dos locais mais tradicionais da Praça Tiradentes chegou à região: a gafieira Estudantina Musical. Ela foi criada em 1928 na Rua Paissandu, no Flamengo. Na década de 40, foi transferida para o sobrado número 75 do logradouro. Esse tipo de lazer era bastante comum entre a população, que se encontrava para dançar. Com a invasão de ritmos estrangeiros, cerca de 20 anos depois, a maioria fechou suas portas. A própria Estudantina fechou suas portas em 1968 e foi reaberta em 1978, inaugurada pelo espanhol Isidro Page Fernández, que, em 1972, assumiu outra instituição e revitalizou a dança de salão. Dessa vez, a tradicional casa passou a funcionar no sobrado número 79. Na parede, conserva, até os dias atuais, o estatuto que vigora desde os primórdios. Dentre as regras, é proibido o uso de short, chinelo, chapéu e bolsa a tiracolo. Além disso, as danças são permitidas apenas entre homens e mulheres - nada de pessoas do mesmo sexo juntas, conforme os padrões antigos.


Em 7 de maio de 1950, o Teatro Carlos Gomes sofreu outro incêndio. Novamente, a casa estava fechada e, dessa vez, com as instalações elétricas desligadas. O fogo começou no palco (que foi totalmente destruído), montado para a encenação da revista musical "Escândalos de 1950", com a atriz Bibi Ferreira (que, devido ao acidente, foi convidada a dar continuidade ao seu espetáculo no Teatro Recreio, fechado em 1968). Dessa vez, os bombeiros tiveram facilidade em conter as chamas, que tiveram início no palco. Diferente do primeiro acidente, a nova estrutura, de cimento armado, evitou que as labaredas destruíssem todo o prédio, que foi reinaugurado em 31 de agosto com a revista "Mão Boba".


Assim como o vizinho João Caetano, o Teatro Carlos Gomes sofreu um terceiro incêndio. Este aconteceu em 27 de setembro 1960. O fogo novamente teve início no palco, perto das gambiarras (nome das lâmpadas responsáveis pela iluminação cênica). Era o quarto dia de apresentação da revista "Segura o Ximango", com Virgínia Lane (cujo camarim, com figurinos que somavam 2 milhões de cruzeiros, foi todo destruído). Meia hora antes do incidente, dois caminhões retiraram todos os figurinos das companhias que se apresentaram anteriormente. A reinauguração aconteceu em 15 de setembro de 1961, completamente reformado e com instalações elétricas modernas. Dessa vez, foi encenada a comédia "L.R.S. - Liga de Repúdio ao Sexo". Dois anos depois, ele passou por uma nova reforma e foi adaptado para ser um cine-teatro. A partir de 1966, foi arrendado pelo empresário Lívio Bruni e os espetáculos passaram a ser complementados por filmes, exibidos após as apresentações.

Já em 1967, mais um incêndio irrompeu na região. Dessa vez, o fogareu, iniciado em um bar, foi considerado um dos maiores da cidade e destruiu todo o quarteirão da bicentenária Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, datada do século XVIII. Do templo, restaram apenas a fachada, as duas torres e poucas paredes. O fogo teve início em um bar e destruiu o quarteirão inteiro. Na época, os bombeiros relataram que a companhia elétrica demorou cerca de uma hora e meia para desligar a energia da região, quando as chamas já não podiam mais ser controladas. Por causa disso, não foi possível o isolamento da paróquia. Poucas peças foram retiradas do seu interior antes do teto desabar. A reconstrução dela foi feita de acordo com a planta original. Parte do dinheiro usado na obra foi arrecadado pelas doações dos devotos dos santos homenageados.

Nos anos 90, a região do entorno da Praça Tiradentes foi toda revitalizada. Em 1994, foi criado o Mercado Uruguaiana, na região da Saara. O grande comércio popular foi idealizado para legalizar os ambulantes que já trabalhavam ali. Possui uma área de 3 mil m² e cerca de 1.600 boxes divididos em quatro quadras. No ano seguinte, o antigo prédio do Conservatório de Música, abandonado por muitas décadas, foi restaurado e virou o Centro Cultural Hélio Oiticica, com obras do artista homônimo e exposições temporárias.


Recentemente, a região passou por outras intervenções: o Solar do Barão de Rio Branco, que além de moradia do barão que dá nome ao imóvel já foi sede do Fluminense e abrigou repartições públicas, foi transformado no Centro de Referência do Artesanato Brasileiro. Além disso, os tradicionais teatros João Caetano e Carlos Gomes continuam recebendo inúmeros espetáculos.

Fonte:
COSTALLAT, Benjamim. "O incendio do Carlos Gomes". Jornal do Brasil: Rio de Janeiro, 28 de agosto de 1929, página 5.
MACEDO, Roberto. "Na data de hoje, há muitos annos...". Correio da Manhã: Rio de Janeiro, 12 de outubro de 1940, página 2.
SEARA, Berenice. Guia de roteiros do Rio Antigo. Rio de Janeiro: Infoglobo Comunicações Ltda, 2004. 205 páginas
SN. "O grande incêndio da última semana". O Clarão, setembro de 1929, página 17.
SN. "Destruindo o tradicional Theatro Carlos Gomes, o fogo ameaçou, na manhã de hoje, todo um quarteirão do centro da cidade". O Globo, 27 de agosto de 1929, edição matutina, página 1.
SN. "Uma fogueira immensa na Praça Tiradentes". O Globo, 27 de agosto de 1929, edição matutina, páginas 2 e 3.
SN. "O Globo nos theatros". O Globo, 6 de abril de 1932, página 5.
SN. "Incendiou-se o Teatro Carlos Gomes". O Globo, 8 de maio de 1950, páginas 1 e 3.
SN. "Doze milhões de prejuízos no Teatro Carlos Gomes". O Globo, 28 de setembro de 1960, página 6.
SN. "No culto do Brasil a memória de um dos seus maiores filhos". O Globo, 25 de agosto de 1949, páginas 1 e 8.
SN. "Fogo destruiu quarteirão e o templo dos dois séculos". O Globo, 27 de março de 1967, página 7.
SN. "Parte da Igreja do Rosário em outubro". O Globo, 5 de setembro de 1967, página 11.
In: http://www.fotolog.com.br/rioantigo/1143673/
In: http://www.marcillio.com/rio/enceprti.html
In: http://rio-curioso.blogspot.com.br/2010/08/igreja-de-nossa-senhora-da-lampadosa.html
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In: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI143528-15228,00.html
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In: http://www.catedralrio.org.br/sobre-2/quem-somos/
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In: http://tumulosfamosos.blogspot.com.br/2011/09/duque-de-caxias-arte-tumular-625-praca.html
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